Workshop capacita pesquisadores em redação de patentes

Inovadores da UFMS e de toda a comunidade estão reunidos na Cidade Universitária para o workshop “Redação de Patentes, Além dos Guias + Oficinas Práticas”. O curso, que conta com o apoio de mais de 150 instituições brasileiras de ensino, pesquisa, empreendedorismo e inovação, será realizado em todos os estados brasileiros até o final deste ano.

Segundo o ministrante Henry Suzuki, todo o processo de redação de patentes depende muito do conhecimento sobre a inovação que se quer patentear. “Dificilmente um profissional contratado vai ter o conhecimento e a dedicação necessários para compreender a abrangência e o escopo da invenção, por isso é importante que o próprio pesquisador saiba redigir a patente”, explicou.

“O curso é bastante abrangente. Entre os assuntos vimos como fazer o levantamento das patentes já existentes, a busca e o arquivamento desses dados, a checagem para verificarmos dentro da nossa pesquisa o que pode ser patenteável, entre outros. Estou me preparando para entrar com um pedido por uma pesquisa realizada aqui então está sendo muito interessante ver essa abordagem”, contou Marco Antonio Utrera Martins, professor do Instituto de Química da UFMS.

Para Arianni Oliveira Menezes, do Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Católica Dom Bosco (NIT/UCDB) o workshop trouxe instruções não somente para os pesquisadores, mas para todos que atuam na área. “Sou responsável pelas patentes da UCDB e todos que desenvolvem pesquisas no âmbito acadêmico, seja na graduação ou pós-graduação, me procuram para comunicar a inovação. Faço as buscas no que se refere à relevância, se tem potencialidade de proteção por patente ou não, e se já tiver alguma outra inovação no mesmo sentido, dou o feedback ao pesquisador para verificarmos se há possibilidade de diferenciação do que já existe. O curso está sendo muito bom, trouxe muitas informações importantes e também estratégias para as instituições protegerem suas tecnologias”, disse.

O professor Marco Antonio lembrou ainda que os cientistas estão bastante acostumados com a linguagem científica e a redação de patentes se difere um pouco. “É muito importante a Universidade promover cursos como esse para que as inovações desenvolvidas aqui resultem efetivamente em produtos tecnológicos para todo o País”, finalizou.

 

Texto e fotos: Ariane Comineti