UT-Biotério Central atende a demandas em diversas áreas

Criado em 1990 pelo Conselho de Centro do então Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), o UT-Biotério Central da UFMS contribui com estudos das mais diversas enfermidades como Parkinson, Transtorno do Espectro Autista, Síndrome Metabólica, Hipertensão e Carcinogênese, entre outros. Atualmente no Instituto de Biociências (Inbio), a unidade atende a demandas de pesquisadores de 16 cursos de pós-graduação e cinco de graduação.

De acordo com a chefe da UT-Biotério Central, Telma Bazzano da Silva, a produção é de cerca de 10.000 animais por ano, entre ratos da linhagem WISTAR; camundongos das linhagens BALB/c, SWISS, HAIRLESS, C57BL/6; hamster; gerbil; e Monodelphis domestica, um gambá. “Além dos estudos das enfermidades, os animais também são utilizados em pesquisas com células tronco mesenquimais, terapia celular e estudos genômicos; pesquisas relacionadas com a produção de fármacos, caracterização de novas ferramentas biotecnológicas; e investigações sobre o efeito de plantas nativas na reprodução, fisiologia do exercício e em atividades anti-inflamatórias e analgésicas”, aponta.

Entre os cursos de mestrado e doutorado atendidos estão os de: Bioquímica e Biologia Molecular; Biologia Animal; Ciência Animal; Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste; Doenças Infecciosas e Parasitárias; Ciências Farmacêuticas; Biotecnologia; Biotecnologia e Biodiversidade e Odontologia. Entre as graduações estão: Medicina, Nutrição, Farmácia, Psicologia e Química.

“A partir de 2008, com a promulgação da Lei 11.794 (Lei Arouca) e a criação do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, a equipe do Biotério vem se empenhando para se adequar às normas, legislações e novas demandas que surgem na área de ciência de animais de laboratório, implementando rotinas e procedimentos e viabilizando recursos humanos para atender às complexas atividades de criação e manejo reprodutivo, genético e sanitário”, ressalta Telma.

 

Rede Nacional

Desde 2018, o UT-Biotério Central da UFMS é associado à Rede Nacional de Biotérios de Produção de Animais para Fins Científicos, Didáticos e Tecnológicos (REBIOTERIO). A unidade é a única da região Centro-Oeste na rede, que é composta por biotérios de instituições como a USP, UNICAMP, UNIFESP, FIOCRUZ, UFMG, UFRJ, BUTANTÃ e Instituto Vital Brazil.

A REBIOTERIO visa à produção de animais dentro dos parâmetros internacionais de bem-estar animal, com vistas ao atendimento dos 3Rs (Redução, Refinamento e Substituição), a fim de garantir a sua qualidade e o atendimento da demanda nacional e, em longo prazo, o reconhecimento do Brasil como referência na área.

“É um orgulho para nós fazermos parte deste momento histórico para a ciência de animais de laboratório, em que se evidencia a importância da criação de animais com alto padrão de qualidade, condizentes com os avanços científicos e tecnológicos do país. Com a implementação de novas rotinas e ampliação do campo de atuação do Biotério, em parceria com a Rede, possibilitaremos pesquisas cada vez mais refinadas e a produção de artigos com maior fator de impacto, o que contribuirá de forma substancial com as pesquisas experimentais no âmbito da nossa UFMS”, ressalta Telma Bazzano da Silva.

Representantes das instituições associadas no 1° encontro da REBIOTERIO

No dia 24 de maio a chefe da UT-Biotério Central participou do 1° encontro dos biotérios associados à REBIOTERIO. O evento reuniu representantes de 23 instituições de todo o país na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em Brasília.

Mais informações sobre o UT-Biotério Central da UFMS podem ser obtidas neste link, pelos telefones (67) 3345-3540 / (67) 3345-3642 ou pelo e-mail bioterio.inbio@ufms.br.

 

Texto: Ariane Comineti

Fotos: Equipe do UT-Biotério Central