UFMS participa de reunião com Universidade Nacional de Assunção pela UniRila

Diversas atividades permearam o encontro, nos dias 25 e 26 de novembro, em Porto Murtinho, de pesquisadores que compõem o Grupo de Trabalho Impactos Sociais, da Rede Universitária da Rota de Integração Latino-Americana (UniRila).

O encontro reuniu a Universidade Nacional de Assunção (UNA), com representantes da UFMS, Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e da Universidade Estadual de Mato Grosso do SUL (UEMS).

Pela UFMS estiveram presentes o professor da Faculdade de Ciências Humanas (Fach) Antonio Hilario Aquilera Urquiza e Antonio José Angelo Motti, pela Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Esportes (Proece).

O GT tem como proposta realizar o diagnóstico das condições de vulnerabilidade e riscos sociais das populações que compõem o território alcançado pela Rota Bioceânica, bem como estabelecer indicativo de políticas públicas para os governos locais, regionais e nacionais.

Organizado em seis eixos de trabalho, o Grupo estuda as condições de vida das crianças, adolescentes e jovens das comunidades locais: riscos e vulnerabilidades; espaços de participação do território e seus agentes locais; a Rede Intersetorial de direitos humanos e espaços de participação do território e seus agentes locais; educação: perfil das escolas e suas condições; população indígena e potencialidades produtivas dos territórios.

Além das Universidades sul-mato-grossenses e da UNA, compõem ainda o GT representantes da Argentina, por meio da Universidades Nacional de Salta e de Jujuy, Universidade Católica do Norte da Argentina e pelo lado chileno a Universidade Católica do Norte do Chile.

O grupo é coordenado pela professora Luciane Pinho de Almeida (UCDB), com mais de 20 pesquisadores brasileiros, sendo quatro da UFMS.

“A reunião promovida em Porto Murtinho, com os oito pesquisadores da UMA, possibilitou a realização de reuniões com o prefeito da cidade brasileira, com a Intendente da cidade de Carmelo Peralta (Paraguai) e com encarregado do Consórcio que está construindo a Rodovia no território paraguaio. Permitiu ainda o conhecimento e reconhecimento do território onde haverá ação conjunta das Universidades, em especial pelos representantes da UNA, que está sediada a mais de 700 km dessa região”, explica Motti.

Ficou estabelecido um acordo de permanente contato e integração das duas equipes de pesquisadores, bem como um encontro no mês de maio de 2020 para apresentação dos resultados preliminares alcançados pelos trabalhos desenvolvidos.

“Com certeza, essa foi o mais proveitoso encontro, com questões mais objetivas, concretas. No nível técnico, o encontro possibilitou a discussão dos objetivos e produtos comuns a serem alcançados e as possibilidades de compartilhamento de instrumentos e metodologias de investigação. Em março, começamos o trabalho de campo”, afirma Motti.

Ele explica que em algumas áreas de estudo, como condições de vida de crianças e adolescentes na região de Carmelo Peralta, que é bastante crítica, ainda não há representantes da UNA.

“Como próximos passos, a UNA ficou de apontar quem são os pesquisadores correspondentes nos nossos estudos e irão apreciar os nossos instrumentos de pesquisa, ver o que coincide. Eles se comprometeram com o Consórcio de contribuir com a preservação ambiental e proteção dos animais presentes na região da construção da ponte e da rodovia”, completa.