O Programa Envelhecer nos Territórios na UFMS foi lançado na manhã desta quinta-feira (23), no auditório do Complexo EaD e Escola de Extensão na UFMS de Campo Grande em cerimônia transmitida ao vivo pelo canal da TV UFMS, com a presença do secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa e presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre Silva.
Iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Programa tem como objetivo promover o direito ao envelhecimento digno, assegurando os direitos humanos das pessoas idosas no Brasil. O projeto prevê a formação de agentes de Direitos Humanos da Pessoa Idosa e o fortalecimento de arranjos institucionais que contribuam para a efetividade das políticas públicas nos territórios onde vivem e se organizam. A execução em Mato Grosso do Sul é fruto de emenda parlamentar do deputado federal Geraldo Resende.
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A educação é um direito fundamental, previsto na nossa Constituição, e quando a gente tem educação, conhecimento, formação, conseguimos lutar ou inclusive ajudar mais pessoas nesse movimento maravilhoso que é do conhecimento, da luta pela dignidade de todas as pessoas. […] Aos queridos idosos, vocês sabem que eu sou apaixonada e tem a ver com a minha vida, minha história de vida, sou apaixonada pelos 60+, o quanto que a gente tem aprendido e o quanto vocês têm sido esse nosso tesouro na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul”, destacou a reitora Camila Ítavo.
As ações de formação já estão em andamento desde 2025 na UFMS, nos municípios de Aquidauana, Coxim, Ponta Porã e Naviraí. Em Três Lagoas e Campo Grande, o Programa encontra-se em fase de implantação.
O vice-reitor Albert Schiaveto ressaltou a importância do trabalho em equipe para o desenvolvimento das ações. “A UFMS está muito feliz em trabalhar com esse programa, é um programa extremamente importante que envolve não só os coordenadores, mas também os nossos professores, os nossos estudantes, os nossos técnicos […] Hoje temos trabalhado bastante para fortalecer cada vez mais a presença de todas as gerações na nossa Universidade. Iniciamos o programa com quatro municípios, hoje ampliamos para seis, onde temos câmpus em todos esses municípios, que nos ajuda a implementar este programa no nosso Estado”.
Alexandre Silva falou sobre a importância de pensar em ações que buscam garantia dos direitos das pessoas idosas. “O Brasil envelhece muito rapidamente, o Brasil tem hoje mais de 36 milhões de pessoas idosas, é o grupo social que mais cresce comparado a qualquer outro. Então o Brasil deixou de ser há muito tempo esse país de jovens, basta fazer uma análise de quantos filhos as suas bisavós, bisavôs, avôs tinham e quantos hoje os seus netos e bisnetos querem ter de filhos. Então isso mostra que o Brasil deixou de ser um país majoritariamente de pessoas jovens. Isso demanda uma série de ajustes, inclusive de políticas públicas, inclusive da conversa de todas as pessoas que estão aqui nessa mesa”.
Durante a cerimônia, foram entregues certificados aos agentes de Direitos Humanos da Pessoa Idosa formados pelo projeto, além de professores e supervisores participantes.
Texto: João Costa e Bianka Macário
Fotos: Rafael Bessa/MDHC









