INTEGRA UFMS mostra que ciência é uma experiência transformadora para a formação dos acadêmicos

Há quem diga que a melhor maneira de se aprender alguma coisa é praticando, mesmo que algo saia errado. Esse é o sentido mais elementar da ciência. Por meio de projetos, ela coloca em prática um conjunto de saberes com o objetivo de verificar algo. Os alunos que vivenciam a experiência de planejar, desenvolver e avaliar, logo descobrem que quando se integra os conhecimentos de sala de aula com a pesquisa ou com projetos de extensão, seus horizontes se expandem.

Quem percorre os corredores do Integra UFMS não demora para notar como aquele espaço de divulgação científica também é um espaço onde alunos, professores e avaliadores trocam experiências e crescem juntos. A acadêmica de Engenharia Civil Isabela Iunes relata que ter participado do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da UFMS foi decisivo para seu amadurecimento enquanto aluna e futura profissional. Ela realizou uma pesquisa sobre Requisitos de Qualidade para Normas Brasileiras de Paredes de taipa de pilão.

“Ter feito a pesquisa me amadureceu. Na área da engenharia civil a gente costuma ver muita teoria e aplicação em prova, então, foi bem interessante integrar o ensino com a pesquisa. Por exemplo, minha pesquisa está focada em métodos alternativos de construção. Esse campo não é visto no currículo tradicional da engenharia civil. Assim, por meio da pesquisa entrei em contato com um outro lado da engenharia, conhecendo novos métodos aplicáveis de construção”, explica Iunes.

Além de descobrir nos campos de abordagem e atuação da engenharia civil, Iunes também ressalta que o ambiente de pesquisa permitiu a integração com outros profissionais. “Participei de congressos, realizei outras apresentações e pude conhecer outros pesquisadores. Esse contato ampliou ainda mais minha visão sobre a carreira de pesquisador e já penso em seguir os estudos no mestrado, aqui na UFMS”.

Com um olhar voltado ao atendimento de pacientes com problemas reumáticos, a acadêmica de fisioterapia, Isabela Rodrigues fala sobre a importância de participar de projetos de extensão. Ela participa do Ampare, projeto de Atenção Multiprofissional ao Paciente com Doença Reumática, que tem por objetivo prestar atendimento de saúde a população de Campo Grande.

“Reumatologia é uma disciplina que não temos na grade do curso de fisioterapia. Por isso, fomos atrás para obter mais conhecimento nesta área e montamos o projeto de extensão. Com o Ampare a gente coloca em prática todo o conhecimento que aprendemos durante a elaboração do projeto. Participar de algo assim é muito importante para o aluno porque, além de aprender coisas que vão complementar sua formação, ele pode ver de perto o impacto desse conhecimento na vida das pessoas”, esclarece Rodrigues.

Se para quem realiza uma pesquisa ou projeto de extensão a experiência é transformadora, para quem está responsável por avalia-los, a função não é menos gratificante. Para o avaliador externo do Integra UFMS, Everton Bonturim, pesquisador formado pela Universidade de São Paulo (USP), a oportunidade de avaliar os projetos é uma experiência enriquecedora. Bonturim conta que pôde conhecer o perfil científico do Mato Grosso do Sul que, segundo ele, possui um forte “viés ecológico nos estudos”, e também observar trabalhos de alto nível técnico.

“As pesquisas que vem para este tipo de evento como Integra UFMS são geralmente muito boas, pois elas já passam por um outro crivo, uma pré-avaliação que garante a qualidade dos estudos. Por isso a gente acaba avaliando trabalhos com um nível mais elevado. E ao avaliá-los presencialmente dá para perceber a qualidade da pesquisa que está sendo realizada no Mato Grosso do Sul”, ressalta Bonturim.

O avaliador convidado ainda comenta que as Feiras de Ciências se constituem como palco de preparação para muitos jovens pesquisadores. “O Integra UFMS é o tipo de evento que desenha para o aluno o que ele vai viver nos próximos anos, se decidir entrar para a pós-graduação. E mais, são eventos como este que instigam as pessoas a procurarem a ciência, mostrando de fato o que significa fazer ciência. Geralmente é uma experiência bem legal”, conclui.

A delegação de avaliadores externos que participam do Integra UFMS e da FETEC foram recebidos pelo Reitor da UFMS, professor Marcelo Turine, e pela Vice-reitora, Camila Ítavo, que estava acompanhada do Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação, Nalvo Franco de Almeida Junior e do Coordenador Geral do Integra UFMS, professor Ivo Leite. Na ocasião, houve uma troca de experiências.

Os avaliadores parabenizaram a UFMS pela realização do Integra UFMS.