O 4º Encontro Nacional de Educação Matemática Inclusiva foi realizado entre os dias 29 e 31 de julho, na UFMS de Campo Grande, e reuniu pesquisadores, professores, estudantes e profissionais da área para discutir práticas, compartilhar experiências e apresentar novas perspectivas para o ensino da matemática.
Na abertura do encontro, a reitora Camila Ítavo destacou o compromisso da Universidade com a inclusão e os desafios para ampliar essa atuação. “Este evento está totalmente alinhado ao papel da Universidade. Todos observam nossos indicadores e, vocês que são da matemática, compreendem bem o significado deles. Eles não nos resumem, mas ajudam a qualificar nosso trabalho e a apontar caminhos. Somos uma das universidades mais inclusivas do país. Desejo um excelente evento, com muitas trocas e conexões. Muitas vezes, mais do que as palestras, é nos momentos de conversa, no café ou durante as atividades, que surgem grandes projetos. Aproveitem a nossa Universidade. Ela é linda e gigante, mas é gigante principalmente pelas pessoas que a constroem”.
O diretor do Instituto de Matemática, Bruno Amaro, ressaltou a relevância do encontro para a UFMS e para o fortalecimento da educação matemática inclusiva. “Este é um evento muito importante não apenas para o Instituto de Matemática, mas para toda a UFMS, pelo reconhecimento nacional e até internacional que conquistou. A matemática ainda é vista, muitas vezes, como a grande vilã da educação básica, mas isso decorre, em grande parte, da forma como ela é compreendida. Quando entendemos suas aplicações e sua presença no cotidiano, percebemos seu verdadeiro papel. A inclusão e a diversidade ampliam esse debate, permitindo pensar em diferentes caminhos para desenvolver o ensino da matemática para distintos públicos”.
A diretora da Pró-Reitoria de Graduação, Fernanda da Rosa, explicou que o encontro surgiu da necessidade de reunir pesquisadores interessados em discutir um ensino de matemática mais humanizado e menos excludente. “Começamos a pensar em um encontro que reunisse pessoas da área para discutir um ensino de matemática mais humanizado. Em nossas pesquisas na pós-graduação, observávamos um número significativo de estudantes abandonando a escola, e isso nos levou a refletir sobre novas possibilidades de ensino”.
Segundo Fernanda, a primeira edição foi realizada em 2019 e, em 2020, ocorreu de forma on-line em razão da pandemia. “Reunimos pesquisadores de diversas regiões do Brasil para discutir como nossas pesquisas têm avançado na educação matemática e como podemos repensar a prática docente. A matemática é uma ciência, mas nosso foco está na forma como ela é ensinada. Precisamos humanizar esse ensino para reduzir a seletividade e a exclusão, além de pensar em adaptações que garantam o acesso ao conhecimento por pessoas com deficiência e outros públicos”.
A estudante Ana Beatriz dos Santos Vera participou do encontro como integrante da comissão organizadora e também como apresentadora de trabalho. Para ela, a presença de pesquisadores e estudantes de diferentes estados fortalece a formação, especialmente dos futuros professores de matemática. “A matemática inclusiva é aquela que se preocupa com os estudantes e com a formação de professores capazes de desenvolver um novo olhar sobre a sala de aula. Estar aqui, discutindo e compartilhando experiências, demonstra que estamos preocupados com muito mais do que transmitir conteúdos. Estamos comprometidos com a formação dos nossos alunos. Isso faz toda a diferença”, finaliza.
Texto e fotos: Lúcia Santos

