PET-Saúde Clima estuda impactos das mudanças climáticas e saúde na UFMS de Três Lagoas

O Programa de Educação pelo Trabalho (PET-Saúde Clima) iniciou no sábado, 8, as atividades na UFMS de Três Lagoas para investigar,  durante dois anos, os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população. A iniciativa aproxima os estudantes da realidade do município, unindo teoria e prática para compreender como fatores sociais e ambientais podem afetar a saúde e a qualidade de vida da população.

Esta é a quarta vez que a Universidade participa do programa, o que representa uma importante oportunidade de aproximar a Instituição das necessidades do território e do SUS. “Queremos fortalecer a formação dos profissionais de saúde e ampliar a comunicação com a população, contribuindo para uma cidade mais preparada e resiliente diante dos impactos das mudanças climáticas”, destaca a coordenadora do projeto Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde: Formação e Intervenção, da UFMS de Três Lagoas, Mariana dos Santos.

A iniciativa parte da compreensão de que as mudanças no clima já produzem efeitos no cotidiano da população, como explica o professor do curso de Geografia, Mauro da Silva. “O aumento da temperatura, a intensificação das ondas de calor, a alteração dos regimes de chuvas e a ocorrência de eventos climáticos extremos produzem repercussões locais importantes, ampliando riscos e vulnerabilidades socioambientais. Em Três Lagoas, essa problemática torna-se particularmente relevante pela relação entre variabilidade climática, condições de conforto térmico, internações por doenças ligadas a vetores climáticos e desigualdades territoriais. Nesse contexto, a emergência climática também evidencia situações de injustiça climática e racismo ambiental, uma vez que seus impactos não são distribuídos de maneira uniforme entre a população”, detalha o professor.

Segundo ele, enfrentar esse cenário exige integrar clima, saúde e território, valorizando estratégias baseadas na Saúde Única (One Health), na prevenção de riscos e na qualificação e atenção às condições de trabalho dos profissionais de saúde junto às comunidades.

Parcerias

Para desenvolver as ações, o programa também conta com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde de Três Lagoas e a parceria do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), que participou da construção do projeto e seguirá ao longo de sua execução. “A participação dos estudantes da área de Exatas será especialmente importante para o desenvolvimento das soluções tecnológicas previstas, fortalecendo a integração entre diferentes áreas do conhecimento e ampliando o impacto das ações no território”, finaliza a coordenadora Mariana Alvina.

 

 

Texto: Rodson Lima

Fotos: UFMS de Três Lagoas