A 1ª edição do hackathon de Políticas Públicas de Mato Grosso do Sul premiou, neste domingo, 17, três projetos que se destacaram em originalidade, impacto social e viabilidade técnica. Foram contemplados os projetos “Entre Linhas”, de prevenção primária da violência na juventude e proposto pela equipe do Laboratório de Práticas Jurídicas da UFMS; “Núcleo de Inteligência Jovem Rural”, para formação de uma rede regional de serviços tecnológicos rurais, proposto pela equipe Dourados Altaneira; e o projeto “Cientistas de Bairro de MS”, que busca fortalecer lideranças negras e combater o epistemicídio científico, proposto pela equipe Grupo de Estudos sobre Negras Intelectuais.
As três melhores equipes receberam premiação: R$ 3 mil para o primeiro lugar, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro. O evento, promovido pelo Laboratório de Estudos Urbanos da Faculdade de Ciências Humanas da UFMS, durou 12 horas e contou com propostas nos eixos mulheres, juventude, igualdade racial, população LGBTQIAPN+ e cidades inteligentes, e proporcionou espaço para a participação de estudantes do ensino médio e superior, pesquisadores, servidores públicos e integrantes de movimentos sociais. Os proponentes puderam se reunir em grupos de três a cinco pessoas e participaram de workshops com pesquisadores representantes de cada eixo.
Segundo a pró-reitora de Extensão, Cultura e Esporte, Lia Brambilla, o hackathon é uma proposta inovadora que leva a pesquisa e a extensão da UFMS também para a comunidade externa. “Iniciativas como essa são uma semente maravilhosa, e esse evento é um marco histórico. Com certeza, daqui vão sair muitos líderes. A Extensão é a Universidade além-muros. Projetos com pessoas externas, feitos nas comunidades, todos esses passam pela Pró-Reitoria de Extensão. A gente consegue entender o que é a universidade e como ela está cada vez mais integrada à sociedade, ao levar o que fazemos aqui para fora dos nossos muros”, reitera.
O diretor da Agência de Inovação, João Batista, explica que o evento foi primordial para o avanço das políticas públicas em nível regional e para o aumento do interesse entre os jovens. “O hackathon é um formato que permite unirmos pessoas diferentes, de áreas diferentes, para discutir assuntos relacionados a problemas reais e desenvolver soluções reais. Isso dialoga com os cinco eixos estratégicos que foram colocados nessa iniciativa. Espero que essas soluções cheguem a ser implementadas em nível estadual, em Mato Grosso do Sul, e se tornem vitrine para outros estados”.
Para a pró-reitora de Cidadania e Sustentabilidade, Vivina Sol, o evento dialoga diretamente com os ODS e com a missão da UFMS. “Dentro da cidadania, temos que ter sustentabilidade econômica, social e ambiental. Onde tem cidadania, tem sustentabilidade. E, se tem sustentabilidade, tem cidadania. Esse é um evento que está diretamente ligado ao slogan da nossa universidade: inovadora, sustentável e humana. Confio muito nesse projeto e tenho certeza de que daqui sairão propostas que vão mudar a nossa universidade e o nosso estado. Temos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável criados pela ONU, e precisamos pensar em alcançar esses objetivos”.
O coordenador do Laboratório de Estudos Urbanos e organizador do hackathon, Guilherme Passamani, ressalta que o processo integrou equipes de diferentes lugares de Mato Grosso do Sul com um dia de produção e troca intenso, e que chegou a bom termo de propostas que poderão dar frutos à comunidade externa. “A realização do evento é muito importante porque é o desdobramento de uma ação de extensão de um projeto de pesquisa que realizamos em Campo Grande, Três Lagoas, Dourados e Corumbá unindo cinco diferentes eixos. A nossa ideia era reunir no mesmo lugar pessoas que estão em diferentes momentos da sua formação, e lugares de atuação no espaço público, para pensar políticas públicas que de alguma forma transformem as suas realidades. É a primeira vez que se faz um hackathon de Políticas Públicas em Mato Grosso do Sul e esperamos que não seja a última”.
Para a estudante Isabelly Costa da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação a experiência foi essencial para o compartilhamento de vivências. “É muito bom conhecer outras pessoas, de outros lugares, que já articulam de um certo jeito e que têm mais experiência. Tivemos palestras sobre cada nicho e sobre como são feitos projetos de lei, então é um saldo mega positivo, principalmente para a gente que é estudante. É importante termos esse contato e a possibilidade também de propor as nossas demandas e questões para quem, de fato, pode fazer algo sobre isso”, ressalta.
Texto: Carlos Yukio
Fotos: Divulgação/Agecom
