Semagro, UFMS e Fundect unem esforços em favor do desenvolvimento da ciência e tecnologia

Equipamentos e recursos para pesquisas no convênio de bioeconomia auxiliam desenvolvimento de projetos de pesquisa nesta área

Nesta sexta-feira, 10, o reitor Marcelo Turine recebeu do secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) Jaime Verruck diversos equipamentos que devem auxiliar pesquisadores dos institutos de Biociências e Química e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (Facfan) no desenvolvimento de projetos e ações do convênio Bioeconomia – novo paradigma de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul. O convênio também tem a parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e Finep e apoia diversos projetos no estado.

“O convênio é estratégico para Mato Grosso do Sul. Estamos felizes por ter recebido tantos equipamentos para fortalecer nossas pesquisas na área de bioeconomia e incrementar o potencial do Estado, em especial em relação aos nossos biomas do Pantanal e Cerrado. Assim, poderemos agregar valor, gerar competitividade, riquezas, rendas para as cooperativas e associações familiares e, claro, gerar ciência que é nossa missão enquanto Universidade”, disse o reitor. “Parabenizo o secretário e toda equipe da Semagro e também nossos pesquisadores pela estratégia de investimento nas nossas pesquisas”, enfatizou.

Os equipamentos e bens recebidos pela Universidade devem ser utilizados projetos como o Biota, que já produziu um conjunto de conhecimentos importantes sobre a biodiversidade sul-mato-grossense e, ao mesmo tempo, gerou banco de dados com informações essenciais para a formulação de políticas públicas e orientar as ações de interesse do estado, dos municípios e até de empresas públicas e privadas.

“Nosso intuito é permitir que os pesquisadores tenham condições de desenvolver estudos envolvendo essa linha estratégica junto às universidades, aos professores e aos estudantes de graduação e pós-graduação. Temos feito um levantamento de demandas em relação à ciência e tecnologia e qual a melhor forma de direcionar os recursos para que essas demandas sejam supridas”, falou Jaime.

Para o diretor do Inbio Ramon Mello o dia foi muito especial. “Estamos recebendo da Semagro freezers e GPS que serão utilizados por pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação. Ao longo dos anos, a UFMS veio recebendo outros investimentos do convênio. Nosso Herbário, que possui o maior acervo de exemplares de plantas do Estado, já recebeu do convênio armários compactadores onde é possível armazenar muitos exemplares de plantas e, ainda, nossa Coleção Zoológica que possui o maior acervo de fauna do Estado e o segundo maior de todo Centro-Oeste, recebeu freezers, coleiras de monitoramento de fauna e ouros equipamentos. Realmente é um dia de festa para o Inbio”, disse.

“O freezer, a autoclave e a capela de fluxo laminar vão ampliar as pesquisas desenvolvidas pelos professores Denise Brentam e Carlos Carollo envolvendo  produtos oriundos do Cerrado e Pantanal no Laboratório de Produtos Naturais e Espectrometria de Massas. Estamos muito felizes e agradecidos com a parceria”, falou a diretora da Facfan Fabiane La Flor.

O diretor do Inqui Carlos Nazario também ressaltou a importância do convênio para as ações de pesquisa. “Recebemos dois equipamentos de grande valor. Um deles é um detector eletroquímico que possibilita fazermos a detecção de antioxidantes nos biocombustíveis. O segundo equipamento instalado é o de cromatografia gasosa que permite fazer a identificação das moléculas orgânicas presentes nestes combustíveis. Isso também pode promover a expansão das matrizes de biocombustíveis, ou seja, podemos obter novas matrizes energéticas para aplicar na gasolina e em outros combustíveis. Com esse equipamento também podemos fazer análises ambientais e fazer toda identificação de compostos orgânicos. Além disso, diversos acadêmicos de graduação e pós-graduação passaram pelo convênio e, hoje, atuam na área, daí a importância da sensibilização em termos profissionais qualificados”, disse.

Projeto Estratégico de Longa Duração

“É muito positivo assinarmos um termo de outorga envolvendo o CNPQ, Semagro, Universidade e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado (Fundect) no Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (Peld), um programa único no Brasil. Tivemos o projeto proposto pelo professor do Inbio Geraldo Alves Damasceno aprovado, que vai receber mais de R$ 200 mil reais em recursos”, salientou o reitor.

O professor Geraldo Damasceno falou sobre a iniciativa em submeter o projeto no edital. “Trata-se de um estudo de longa duração no ambiente do fogo combinado com os efeitos da inundação no Pantanal. Temos uma grande força que influencia a biota pantaneira que é a inundação. Já vínhamos observando que havia uma interação entre fogo e inundação e por isso montamos o projeto para saber mais como esse processo influencia no Pantanal”, disse o professor Geraldo. De acordo com o professor, o projeto inclui ações experimentais em parceria com outros projeto e também que ações de observação, como identificar áreas via satélite com históricos de fogo e inundação diferentes para saber mais sobre o assunto”, ressaltou.

Carbono Neutro

O secretário Jaime Verruck também convidou os pesquisadores da UFMS para participarem do edital de R$ 4 milhões para selecionar projetos que contribuam com a meta de ser Carbono Neutro até 2030. “Temos uma matriz econômica muito próxima da neutralização de carbono. Este edital está muito ligado ao que já vimos fazendo em relação à bioeconomia. Vimos lançando desafios para empresas investirem nessa área, em especial, no grande desafio brasileiro neste sentido que é a mudança do perfil de uso da terra. Por isso, neste edital focamos na pecuária sustentável e outros mecanismos, cada vez mais subindo a régua da política pública”, disse Jaime.

Também presente no evento, o diretor-presidente da Fundect Marcio Pereira parabenizou o professor Geraldo e enfatizou a importância de trazer mais recursos vi editais de fomento nacional. “Somos o segundo estado com maior cobertura de bolsas para pós-graduação. Trabalhamos juntos e isso fez com que o Estado estivesse bem posicionado nesta área. Temos uma equipe preparada e cada vez mais qualificada para atender os pesquisadores. Inicialmente teremos R$ 4 milhões, mas podemos ampliar o recurso, dependendo da demanda e capacidade. Paralelamente, vimos trabalhando para o oferecimento de bolsas para cobrir os pesquisadores que ainda não foram contemplados”, destacou.

Texto: Vanessa Amin

Fotos: Leandro Benites