A iniciativa da UFMS para o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde – PET-Saúde Clima foi apresentada na manhã desta sexta-feira, 7, durante encontro no auditório do Complexo EaD e Escola de Extensão, na UFMS de Campo Grande. Estudantes de cursos das áreas de ciências exatas, humanas e da saúde participaram de palestras sobre o programa Saúde Única e o enfrentamento das emergências climáticas no Sistema Único de Saúde. A programação também como a integração entre diferentes campos do conhecimento pode contribuir para identificar vulnerabilidades, prevenir impactos e ampliar a atenção à população diante das mudanças do clima.
A reitora Camila Ítavo destacou o resultado alcançado pela proposta e a capacidade do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde de aproximar estudantes e professores de diferentes formações. “Quando eu recebo a notícia que o projeto tirou o primeiro lugar no país, isso não é pouca coisa”. A experiência com o programa também faz parte da trajetória acadêmica da reitora, que já atuou como tutora de um PET. Para Camila, essa convivência favorece uma formação que ultrapassa os limites de cada curso. “Eu acho que o PET constitui uma ferramenta maravilhosa de integração entre os professores, os preceptores, os tutores e os estudantes”, ressaltou.
Segundo a diretora de Inovação Pedagógica da Pró-Reitoria de Graduação, Fernanda Malinosky da Rosa, essa articulação ganha uma nova dimensão no PET-Saúde Clima ao relacionar formação acadêmica, saúde e questões ambientais. “Foi um encerramento de ciclo com o PET Saúde Equidade, mas um início de ciclo com uma proposta totalmente diferente e importante para a gente trabalhar da mesma forma, pesquisa, ensino e extensão com os nossos estudantes e olhar um pouco melhor, dentro da área da saúde e da área das humanidades, essa questão do clima”, explicou Fernanda.
“O PET-Saúde Clima aproxima a Universidade da comunidade porque leva nossos estudantes e professores para atuarem junto aos serviços de saúde e aos territórios, ouvindo as necessidades da população e construindo soluções em parceria. As mudanças climáticas já fazem parte da nossa realidade, e enfrentar esses desafios exige conhecimento, diálogo e ação conjunta. É assim que fortalecemos a cidadania e formamos profissionais mais preparados e comprometidos com a sociedade”, afirmou a diretora de Cidadania da Pró-Reitoria de Cidadania e Sustentabilidade, Luciana Contrera.
A atuação nos territórios será uma das estratégias para aproximar essas diferentes perspectivas. Entre as ações previstas estão a identificação de vulnerabilidades e a análise das consequências dos eventos climáticos, com o objetivo de compreender necessidades locais e contribuir para medidas de prevenção e redução de danos.
A iniciativa está baseada no conceito de Saúde Única, que considera de maneira integrada as dimensões humana, animal, vegetal e ambiental. A professora Juliana Galhardo da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia destacou que as alterações do clima já fazem parte da realidade e exigem respostas que envolvam profissionais de várias áreas. “Não é mais um problema do futuro, já é um problema do agora e nós temos que executar alguma coisa”, afirmou. Para ela, o trabalho conjunto é justamente um dos diferenciais da iniciativa. “O tema Saúde Única já nos obriga a sair da caixinha”, destacou. Ao longo das atividades, a perspectiva é promover a troca de conhecimentos entre diferentes formações e fortalecer uma atuação integrada diante dos efeitos das emergências climáticas e das necessidades identificadas junto à população.
As atividades serão desenvolvidas em três eixos interligados. O primeiro envolve Vigilância em Saúde e Atenção Primária, com levantamento de vulnerabilidades e aproximação entre vigilância e assistência. O segundo contempla a Atenção Especializada, incluindo a saúde mental, diante dos efeitos que situações como incêndios e enchentes podem provocar na vida das pessoas. Já o terceiro é voltado à Comunicação e à participação da comunidade.
Texto e fotos: Karolyne Peralta


