Pela primeira vez realizado no Centro-Oeste, o Evento Nacional da Enactus Brasil (Eneb), entre os dias 21 e 24 de julho, recebeu 900 estudantes, professores, lideranças acadêmicas, executivos e representantes de organizações de todo o Brasil em uma programação dedicada à inovação, impacto social e desenvolvimento sustentável.
Com o encerramento da edição de 2026, a Enactus Brasil já se prepara para a Enactus World Cup, que será realizada em novembro, em São Paulo, reunindo equipes de 34 países. Em 2027, o Encontro Nacional da Enactus Brasil será realizado em Maringá (PR).
Além de sediar o encontro nacional, a UFMS participou da competição com seis equipes de Campo Grande, Nova Andradina, Aquidauana, Chapadão do Sul, Naviraí e Agência de Educação Digital e a Distância (Agead), entre os 11 times Enactus ativos na Universidade. O destaque ficou para o time de Nova Andradina, que conquistou uma vaga entre os quatro finalistas da competição nacional, enquanto Chapadão do Sul fez sua estreia no evento sendo premiado pela participação como times novos.
Para a reitora Camila Ítavo, o evento evidenciou o papel da Universidade na formação de profissionais comprometidos com a transformação da sociedade. “O empreendedorismo social está na veia da formação dos nossos estudantes, fazendo a diferença na vida das pessoas. A UFMS se sente muito orgulhosa de todos vocês e convida quem ainda não conhece esse movimento a participar. Temos times em todas as unidades e também na educação a distância, e queremos que cada vez mais estudantes vivenciem essa experiência”.
Camila ainda ressaltou que sediar o evento nacional deixou um legado para a instituição. “Receber esse evento foi motivo de muito orgulho para a Universidade. Tenho certeza de que todos os participantes voltam para suas instituições com o coração aquecido e levando novas experiências. A UFMS sai ainda mais enriquecida por sediar um encontro dessa dimensão”.
O presidente da Enactus Brasil, Edson Matsuoka, destacou que a escolha da UFMS para sediar o Eneb reforça a relevância da Universidade dentro da rede nacional. “Foi um grande prazer trazer esse evento pela primeira vez ao Centro-Oeste. A UFMS é uma das universidades que mais apoia a nossa rede e foi muito importante sermos recebidos aqui. Os estudantes desenvolvem habilidades que só são aprendidas na prática. Ao construir projetos diretamente com as comunidades, eles aprendem liderança, gestão, resiliência e trabalho em equipe de forma concreta”.
Segundo Edson, a competição nacional é o momento em que as equipes apresentam os resultados alcançados ao longo do ano e disputam a oportunidade de representar o Brasil na Enactus World Cup. “Neste ano, a Enactus World Cup será realizada pela primeira vez no Brasil, em novembro, na cidade de São Paulo. Será um grande encontro que reunirá equipes campeãs de 34 países para compartilhar projetos e soluções que transformam comunidades ao redor do mundo”.
O diretor da Agência de Inovação da UFMS, João Batista Sarmento, destacou que a realização do Eneb na fortaleceu o ecossistema de inovação da Universidade. “A ação fortalece a conexão entre academia, sociedade e setor produtivo, incentiva o protagonismo estudantil e amplia as oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras com impacto social, ambiental e econômico”.
A coordenadora de Relacionamentos da Enactus Brasil, Liliane Vicente dos Santos, destacou que a proximidade entre as universidades e as comunidades é um dos pilares do movimento, permitindo que o conhecimento acadêmico seja transformado em soluções concretas para desafios sociais.
“O suporte técnico que a gente consegue quando tem as universidades é fundamental porque utilizamos o conhecimento e os recursos da universidade para que os projetos, desenvolvidos pelos estudantes, consigam evoluir cada vez mais. Também contamos com professores conselheiros, que orientam os times nos aspectos técnicos e burocráticos, fazendo com que eles consigam aplicar as soluções de forma mais rápida e eficiente nas comunidades”, explica a coordenadora.
Nova Andradina entre os quatro melhores do Brasil
O time de Nova Andradina chegou à fase final da competição com um projeto voltado à geração de renda para mulheres de assentamentos rurais por meio do aproveitamento integral da macaúba, fruto nativo da região.
O estudante de Engenharia de Produção da UFMS de Nova Andradina Giovani Dantas explica que o projeto surgiu após a identificação do potencial econômico de um recurso que era pouco aproveitado pelas comunidades. “Nós trabalhamos com associações de mulheres de assentamentos rurais de Nova Andradina. Percebemos que a macaúba era muito descartada e vimos nela uma oportunidade de geração de renda. Desenvolvemos capacitações para que elas produzam farinha, geleias e outros alimentos utilizando a casca, a polpa e a semente.”
Atualmente, os produtos são comercializados em feiras e eventos da região, fortalecendo a autonomia financeira das participantes. “Hoje algumas delas dizem que o projeto mudou suas vidas. Além da geração de renda, elas encontraram um propósito para seguir em frente e enxergaram novas oportunidades dentro da própria comunidade”, conta.
A campeã nacional, Universidade Federal do Pará (UFPA), apresentou iniciativas voltadas ao acesso à energia limpa, água potável e geração de renda para comunidades amazônicas.
“Chegar à final representa a consolidação de todo o trabalho que realizamos. Mais do que competir, estamos levando energia, água e geração de renda para quem mais precisa”, afirmou a estudante Vitória Dutra Miranda.
A vice-campeã, Universidade Estadual de Maringá (UEM), levou projetos de educação ambiental, agricultura sustentável e desenvolvimento de próteses acessíveis para pessoas com deficiência. “Conseguir apresentar tudo o que criamos até agora é transformador. É resultado do esforço de todo o nosso time”, destacou a estudante Renata Camargo.
Também finalista, a Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos apresentou soluções voltadas ao reaproveitamento de resíduos, geração de energia limpa e melhoria das condições de moradia para famílias em situação de vulnerabilidade. “Ver a gratidão das famílias atendidas aquece o coração e mostra que nosso trabalho realmente faz diferença”, resumiu a estudante Sofia Catossi.
Mais informações podem ser conferidas no site oficial da Enactus Brasil.
Texto: Rodson Lima




