Ecologia UFMS se consolida internacionalmente no ShanghaiRanking’s 2026

Pelo segundo ano consecutivo, a área de Ecologia da UFMS está entre as melhores do mundo, de acordo com o ShanghaiRanking’s Global Ranking of Academic Subjects (GRAS) 2026. A classificação é feita por faixas, e a Universidade aparece entre as posições 301 e 400 no mundo. No Brasil, está entre a 8ª e a 11ª posição, sendo a única instituição do Centro-Oeste classificada na área.

Para a reitora Camila Ítavo, a presença da Universidade em diferentes rankings internacionais demonstra o reconhecimento da maturidade e da qualidade do trabalho desenvolvido na Instituição. E destaca que estar novamente entre as 400 melhores do mundo na área de Ecologia amplia a visibilidade da UFMS e reforça sua projeção internacional.

“É com grande satisfação que recebemos o reconhecimento do Shanghai Ranking, um marco de grande importância para o Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação. Esse resultado evidencia que os esforços contínuos em internacionalização e busca pela excelência em pesquisa têm gerado frutos concretos e obtido reconhecimento no cenário internacional”, afirmou a diretora do Instituto de Biociências, Carla Arruda.

O coordenador do Programa, Danilo Ribeiro, acredita que um dos principais fatores que contribuíram para a boa posição do programa nesse ranking reside no alinhamento entre os critérios adotados pela avaliação e aqueles que o programa sempre priorizou. “Tais critérios, voltados ao desempenho acadêmico, à pesquisa e à qualidade dos programas, há muito tempo figuram entre os nossos objetivos institucionais, o que reforça que nossos objetivos estão sendo atingidos”.

Em relação aos indicadores, foram identificados avanços sendo que o maior deles está na Produção Científica em nível mundial, que passou de 16,8 pontos, em 2025, para 21,2 pontos, em 2026. O indicador considera artigos publicados entre 2021 e 2025 em periódicos ou conferências reconhecidos pelo ranking como de alto impacto. Também houve crescimento nos indicadores de pesquisa de alta qualidade e colaboração institucional.

O diretor de Avaliação Institucional da Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Maurilio Mussi, destaca que a presença da Universidade no ranking pelo segundo ano consecutivo representa a consolidação do trabalho de excelência realizado pelos docentes, pesquisadores e estudantes.

Para Maurilio, o resultado também evidencia a qualidade e o alcance da produção científica desenvolvida pela Universidade. “O ranking de Shanghai não utiliza métricas subjetivas de opinião; ele avalia indicadores quantitativos rigorosos, como o volume de artigos publicados nos periódicos de maior impacto do mundo, a taxa de citação dos nossos estudos e a relevância das nossas parcerias internacionais. Figurar no GRAS atesta que a ciência produzida em Mato Grosso do Sul, principalmente sobre os biomas Pantanal e Cerrado, tem alcance e impacto de nível mundial”, destaca.

O ranking analisa 57 áreas acadêmicas, abrangendo as grandes áreas de Ciências Naturais, Engenharia, Ciências da Vida, Ciências Médicas e Ciências Sociais. A avaliação considera aproximadamente 2 mil instituições de ensino distribuídas em cerca de 100 países e regiões. Para a classificação, são analisados nove indicadores relacionados ao corpo docente, à produção científica de nível mundial, à pesquisa de alta qualidade e seu impacto e à colaboração internacional.

Texto: Rodson Lima