Conferência sobre cooperação inicia Seminário Internacional On-line da UFMS

Com o intuito de promover discussões sobre a internacionalização da Universidade, apresentar ações estratégicas já implementadas, ações em desenvolvimento e também as diversas possibilidades de realizações na área, o Seminário Internacional On-line da UFMS é realizado entre hoje, 20, e amanhã, 21. A programação é virtual e transmitida pelo canal da TV UFMS.

Na solenidade de abertura, o reitor Marcelo Turine disse que a ciência brasileira como um todo se fortalece com iniciativas de internacionalização. “Não há como desenvolvermos tecnologias de ponta, ciência de qualidade, sem as redes internacionais, sem conexões com pesquisadores, estudantes, professores e profissionais de instituições de todo o Brasil e de outros países. São várias redes, a UNIRILA, ZICOSUR, GCUB, entre outras, e também convênios com diversas instituições para o intercâmbio e dupla diplomação. É muito importante termos essas conexões e, assim, colocarmos as Universidades Federais a favor do grande tema que é a ciência no mundo”, disse.

O Senador por Mato Grosso do Sul, Nelson Trad Filho falou sobre atuações nas comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Controle das Atividades de Inteligência, que proporcionaram diversas ações de cooperação internacional para projetos como a Rota Bioceânica, entre outros. Lembrou que quando participou de um seminário sobre a Rota no ano passado na UFMS, desenvolveu uma nova visão a partir da sugestão de um estudante, que perguntou sobre o intercâmbio cultural e educativo entre as universidades dos países que compõem a iniciativa. “Foi uma luz e tenho inserido essa questão em todos os debates que tenho feito. A ideia foi tão proveitosa quanto os outros alicerces que norteiam o projeto. Caberá a nós pensarmos nesse intercâmbio, que acredito será muito importante para todos. O Senador abre oportunidades para que a sociedade produza com elas ações positivas e de desenvolvimento”, afirmou.

Para o diretor da Agência de Desenvolvimento, Inovação e Relações Internacionais (Aginova) Saulo Gomes Moreira, a internacionalização da Universidade “não é apenas um tema, contexto ou ação pontual, é um pilar estratégico na sustentação do bom cumprimento da missão institucional da UFMS e se alinha à visão da Universidade de ser reconhecida não apenas nacionalmente, mas também em nível internacional por seu trabalho no ensino, na pesquisa, na extensão e na inovação. Nesses dois dias além de destacar ações em desenvolvimento, como acordos para dupla diplomação, projetos para fortalecimento da cultura linguística internacional, esperamos motivar nossa comunidade universitária na busca pela construção de sólidas conexões com parceiros internacionais, o que certamente irá elevar a capacidade da UFMS em impactar positivamente a sociedade sul mato-grossense e contribuir com o desenvolvimento do nosso Brasil. Sabemos que o caminho pode ter alguns obstáculos, mas tornando a internacionalização uma agenda permanente, conseguiremos encontrar formas de sobrepô-los”, comentou.

A pró-reitora de Assuntos Estudantis, Ana Rita Barbieri Filgueiras, que preside o Comitê de Inclusão, Internacionalização e Ações Afirmativas da UFMS, lembrou que as ações executadas no sentido de tornar a Universidade reconhecida internacionalmente são consoantes às metas estabelecidas e previstas no Plano de Desenvolvimento Institucional. “Em 2018 percebemos que existiam algumas iniciativas na Universidade voltadas para a internacionalização. Eram ações desenvolvidas principalmente por estudantes e professores de pós-graduação. Elaboramos então um projeto com oito eixos estratégicos, entre eles criar o comitê, ampliar parcerias internacionais, realizar missões e firmar acordos com instituições dos outros continentes e da América Latina, entre outros. Nesses dois anos de muito trabalho, inúmeras ações previstas avançaram e se consolidaram. Esse seminário é uma dessas muitas iniciativas. Neste evento serão apresentadas as principais ações, que podem ser utilizadas e adotadas por toda a comunidade internacional. Agradeço a todos pelos esforços para que o Seminário fosse realizado e desejo a todos um excelente evento”.

 

Conferência

A pró-reitora foi a mediadora da conferência de abertura, que teve como tema “Cooperação Internacional Universitária, história, tendências e desafios no século 21”. A ministrante foi a diretora executiva do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras (GCUB), do qual a UFMS faz parte, Rossana Valéria de Souza e Silva.

A professora iniciou a palestra chamando atenção ao fato de que “a cooperação é nesse contexto, muito mais importante do que foi antes da pandemia. Ela nos possibilita, no que diz respeito às instituições de Educação Superior, estarmos conectados, discutirmos alternativas, criarmos novos links, pensarmos em estratégias diferenciadas para o desenvolvimento das nossas ações com nossos parceiros internacionais. Nenhuma universidade no mundo é tão forte que não tenha o que aprender com outra. Do mesmo modo, não há universidade que não tenha o que ensinar. A cooperação não é só necessidade, mas exigência nas últimas décadas, cada vez mais o conhecimento científico e tecnológico associado evolui de forma progressiva e deve ser disseminado além das fronteiras onde é produzido”, disse.

Entre os assuntos abordados, a ministrante falou sobre os impactos da cooperação internacional no ensino, na pesquisa e na extensão, a mobilidade dos estudantes de graduação e pós-graduação e as políticas de multilinguismo. Apresentou o Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras (GCUB), sua missão e as diversas ações realizadas em diferentes frentes como cursos, seminários, programas de mobilidade na pós-graduação, missões internacionais e os parceiros e apoiadores.

A diretora executiva do grupo falou também brevemente sobre o Programa de Mobilidade Acadêmica e Cidadania Global, recém-criado e que deve ser lançado em breve, e também respondeu a perguntas dos participantes. Entre os apontamentos citou que no contexto da pandemia, apesar de as atividades presenciais terem sido suspensas, as universidades têm se adaptado, trabalhando a cooperação de outras formas. “Realizamos eventos virtuais; por meio de programas de cooperação propiciamos a participação de professores de outros países em bancas on-line e em seminários, e preparamos cursos que oportunizaram às instituições parceiras conhecerem melhor os países com os quais cooperam, por exemplo. O intuito é que esses cursos e as outras iniciativas sejam permanentes, continuem também no contexto pós-pandemia”, informou.

 

 

Texto e imagens: Ariane Comineti