Até 31 de janeiro, professores, técnicos-administrativos e estudantes podem participar da consulta pública para construção do Plano de Inteligência Artificial (IA) da UFMS. A minuta do documento está disponível na plataforma Participa – UFMS e a comunidade universitária pode encaminhar as contribuições para o e-mail agetic@ufms.br.
“O plano é de suma importância para a UFMS. Várias universidades no mundo inteiro estão discutindo sobre a inteligência artificial. Nós já publicamos a nossa Política de Inteligência Artificial e, agora, é importante que todos os professores, técnicos e estudantes tenham a sua voz, possam falar um pouco sobre o que eles acham da IA dentro da Universidade, focando nas ações do plano”, ressalta o diretor da Agência de Tecnologia da Informação e Comunicação (Agetic), Anderson Viçoso.
Em dezembro, o Conselho Universitário aprovou a Política de Inteligência Artificial da UFMS. A política adota as diretrizes éticas, normativas e de promoção do uso responsável da IA, contidas no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, publicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Para auxiliar no processo de construção do Plano de IA da UFMS, uma comissão elaborou uma minuta do documento e agora a comunidade é convidada a enviar suas contribuições. “A Universidade já tem adotado esse formato de participação da comunidade acadêmica na plataforma Participa. Em outras ocasiões já foram realizadas consultas públicas sobre outros temas, porque a gente gosta de ouvir as pessoas, gostamos de ver as suas ideias e entender lá na ponta, qual a visão delas sobre os temas. Agora sobre a inteligência artificial”, destaca o diretor da Agetic.
Segundo Viçoso, já há iniciativas na própria Agetic e em outras unidades da Universidade que utilizam a IA como ferramenta. “Já existem ferramentas com inteligência artificial funcionando dentro da Agetic, por exemplo, para a classificação de atendimentos aos servidores e estudantes. Além disso, temos ferramentas para Ouvidoria, controle e visualização de câmeras e sensores”, cita.
Na minuta, foram consideradas ações que podem ser implementadas levando em consideração temas como diagnóstico e planejamento estratégico, capacitação e desenvolvimento de competências, implantação e governança da infraestrutura de IA institucional e monitoramento e avaliação. Como por exemplo: aplicação da IA em sistemas de gestão acadêmica e administrativa, programas de capacitação da comunidade universitária, criação de start-ups de base tecnológica em IA e incentivo ao desenvolvimento de soluções que utilizem a IA e, consequentemente, seu registro de propriedade intelectual, estabelecer parcerias e redirecionar recursos para melhorar a infraestrutura tecnológica para desenvolver modelos de IA.
“As ferramentas de IA vão fazer parte da nossa vida daqui para frente. Não temos mais como impedir isso. Dessa forma, temos que tentar incluir e utilizá-la da melhor forma possível. Sempre pensando em melhorar processo, agilizar análises e com isso, melhorar os serviços, prazos e procedimentos na Universidade”, finaliza o diretor.
Texto: Vanessa Amin
