O professor Paulo Eduardo Teodoro, da UFMS de Chapadão do Sul, venceu o Prêmio Fundação Bunge 2026 na categoria Juventude, no tema “Os desafios da agricultura tropical sustentável: produção em cenários de estresse térmico e hídrico”. A cerimônia de premiação foi realizada nesta terça-feira, 29, em São Paulo, e contou a presença da reitora Camila Ítavo.
“É uma grande alegria e um orgulho para a UFMS ver o professor Paulo Eduardo Teodoro receber esse reconhecimento. O prêmio valoriza sua trajetória e também a ciência produzida em nossa Universidade. Parabenizo o professor Paulo por essa conquista e por sua contribuição à pesquisa e à sociedade. A pesquisa desenvolvida pelo professor dialoga diretamente com questões fundamentais para o futuro”, destaca a reitora.
“É na universidade que pesquisadores encontram espaço para estudar, experimentar, questionar e produzir conhecimento capaz de enfrentar problemas concretos. Quando um professor e pesquisador da UFMS alcança um reconhecimento dessa dimensão, celebramos também nossos estudantes, nossos docentes e toda a comunidade universitária que faz da ciência um instrumento de transformação”, destaca Camila.
“Receber um prêmio como pesquisador é motivo de muita felicidade, mas considero que esse reconhecimento tem uma importância ainda maior por ser uma oportunidade de mostrar a qualidade da pesquisa que fazemos na UFMS, especialmente no Programa de Pós-Graduação em Agronomia, em Chapadão do Sul. Não vejo apenas como um prêmio individual, mas como uma vitrine para demonstrar à sociedade a importância e o impacto das nossas pesquisas, principalmente para a agricultura, e o alcance que elas podem ter. Também fico muito feliz por contribuir para levar o nome da Universidade cada vez mais longe, não apenas no Brasil, mas também para outros países, por meio das missões internacionais, dos projetos de pesquisa e dos artigos científicos que desenvolvemos. Um reconhecimento como esse amplia a divulgação dessas pesquisas e mostra a relevância do trabalho que realizamos”, declarou o professor.
Paulo Eduardo desenvolve pesquisas que unem genética de plantas, agricultura digital, sensoriamento remoto e inteligência artificial. As tecnologias permitem coletar informações sobre as plantas e analisá-las por meio de modelos computacionais. Com isso, é possível avaliar milhares de exemplares e identificar características relacionadas à tolerância a condições ambientais adversas. “Buscamos detectar alterações que muitas vezes ainda não são visíveis a olho nu. Quanto mais cedo identificamos um problema, maiores são as chances de minimizar perdas”, explica o professor. A pesquisa utiliza a chamada fenotipagem de alta precisão, técnica que permite avaliar plantas em larga escala e apoiar a seleção de materiais mais adaptados às condições de estresse. A aplicação desses recursos pode contribuir para o desenvolvimento de cultivares com maior eficiência no uso da água e mais tolerantes ao calor.
Em 2024, a professora Larissa Pereira Ribeiro Teodoro, também da UFMS de Chapadão do Sul, foi premiada com o Prêmio Fundação Bunge na categoria Juventude por sua contribuição científica à agricultura brasileira.
Criado em 1955, o Prêmio Fundação Bunge reconhece pesquisadores que contribuem para o desenvolvimento científico e para a busca de soluções para desafios estratégicos do país.
Veja a matéria da Fundação Bunge
Texto: Rodson Lima com informações da Bunge
Foto: Keiny Andrade/Reprodução




