A UFMS conquistou a segunda colocação da região Centro-Oeste no Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras, desenvolvido pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior). A publicação avalia e classifica as universidades brasileiras em empreendedorismo, usando metodologias que combinam pesquisa com estudantes e dados institucionais em dimensões como cultura empreendedora, inovação e infraestrutura. O lançamento do ranking nacional foi realizado em sessão especial no plenário do Senado Federal nesta sexta-feira, 12.
Para a reitora Camila Ítavo, essa conquista evidencia a importância de fortalecer, de forma permanente, a cultura empreendedora dentro da Universidade. “Na UFMS, o empreendedorismo é entendido como parte da formação acadêmica, estimulando a inovação, o pensamento crítico e o protagonismo dos estudantes. Parabenizo especialmente as equipes envolvidas, as empresas juniores e todos os estudantes, docentes e técnicos que constroem diariamente esse ecossistema, transformando conhecimento em soluções com impacto para a sociedade”, destaca.
O requerimento para a sessão especial foi apresentado pelo senador Jayme Campos e destaca que a Brasil Júnior representa mais de 28 mil jovens empreendedores de 1,6 mil empresas juniores distribuídas em todo o país. O índice contribui para incentivar boas práticas e investimentos na vivência empresarial dos estudantes.
De acordo com o diretor da Agência de Inovação da UFMS, Saulo Moreira, o reconhecimento reforça um entendimento mais amplo sobre o papel do empreendedorismo na formação universitária. “O empreendedorismo não é apenas aquele voltado para montar uma empresa ou formalizar um negócio com CNPJ. A cultura empreendedora é muito mais do que isso. Ela também envolve esse aspecto, que é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país, mas transborda para outras frentes”, explica.
Segundo o diretor, essa cultura impacta diferentes áreas de atuação profissional. “Mesmo um servidor público, quando tem a cultura empreendedora incorporada, consegue desempenhar suas funções de uma maneira muito mais benéfica. O mesmo acontece com quem atua como contratado ou CLT em uma empresa privada. Desenvolver essa competência contribui diretamente para o crescimento da sociedade”, afirma.
Moreira também destaca que o incentivo ao empreendedorismo está alinhado à missão institucional da Universidade. “A UFMS tem uma missão muito importante, que é formar não apenas profissionais do ponto de vista técnico, mas cidadãos com capacidade de transformar positivamente a nossa sociedade. Para isso, é essencial que a cultura empreendedora seja desenvolvida, valorizada e incentivada dentro da comunidade universitária, desde os estudantes de graduação e pós-graduação até docentes, pesquisadores e técnicos”, ressalta. Ele acrescenta ainda que o empreendedorismo é um dos pilares do Estatuto da UFMS desde 2021, integrando as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Atualmente, o programa UFMS Júnior é composto por 20 empresas juniores reconhecidas de diversos cursos de graduação, vinculados à UFMS de Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Três Lagoas e do Pantanal, e às faculdades de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição; Artes, Letras e Comunicação; Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia; Computação; Medicina Veterinária e Zootecnia; e de Direito, além da Escola de Administração e Negócios e dos institutos Integrado de Saúde e de Química, da UFMS de Campo Grande.
Sessão especial
A solenidade em Brasília foi dirigida pelo senador Izalci Lucas, que elogiou os jovens que têm a coragem e a disposição de empreender mesmo antes da formatura. Segundo o senador, o índice tem o mérito de servir como um norte, como um mapa para encontrar inovação, como um convite para as universidades formarem, não apenas profissionais, mas protagonistas. “Com o lançamento deste índice, a Brasil Júnior faz algo raro e especial, que é transformar a vivência em diagnóstico e a experiência em melhorias”, afirmou.
Segundo o presidente da Brasil Júnior, Caio Leal, é importante levar em conta a opinião dos estudantes por uma educação empreendedora, que necessariamente passa por uma educação de qualidade. “O ranking também serve para construir políticas públicas. A valorização institucional desse processo só vai à frente com o apoio parlamentar”, declarou.
A coordenadora geral de Instituições de Ensino Superior (IES) 2025 da Brasil Júnior, Emanuelly Araújo, disse que o levantamento permite a compreensão de como as universidades trabalham com o empreendedorismo e com a inovação. “Esse índice existe porque acreditamos na educação e acreditar na educação é acreditar no futuro do Brasil”, reforçou.
O diretor do Núcleo de Empreendedorismo da Universidade Federal do Maranhão, Hélio Matos, definiu o ranking como um instrumento estratégico de transformação. Segundo Matos, as universidades precisam enfrentar o desafio de transformar estímulos em projetos e projetos em soluções que impactem positivamente a sociedade. “Ao celebrar o lançamento desse índice, celebramos também a força da educação empreendedora”, enfatizou.
A coordenadora técnica de IES 2025, Luísa Rios, a diretora da Federação de Empresas Juniors do Rio Grande do Norte, Lívia Falcão, e outros representantes de universidades e entidades ligadas ao empreendedorismo também participaram da solenidade.
As universidades melhores colocadas no ranking de 2025 foram a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e as universidades federais de Itajubá (MG) e Viçosa (MG).
Texto: Thalia Zortéa, com informações da Agência Senado
Fotos: Arquivo da Aginova e Carlos Moura/Agência Senado

