Professor assume diretoria científica da Fundect e Aginova tem novo diretor

O professor da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (Faeng) Saulo Moreira, que esteve à frente da Agência de Inovação (Aginova) da UFMS por cerca de seis anos, foi convidado a atuar na Diretoria Científica da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Com sua cedência à Fundação a partir de fevereiro de 2026, a diretoria da Aginova passa ao também professor da Faeng, João Batista.

Para a reitora Camila Ítavo, a nomeação do professor Saulo é um reconhecimento merecido de uma trajetória marcada pelo compromisso com a ciência e a inovação. “Na UFMS, sua atuação foi fundamental para o crescimento e o fortalecimento da cultura empreendedora e inovadora, deixando um legado importante para a Universidade. Tenho certeza de que, na Fundect, o professor irá contribuir para fortalecer ainda mais a articulação entre as instituições de ensino e pesquisa do Estado, ampliando o impacto do conhecimento produzido em benefício da sociedade”, afirma.

O professor Saulo Moreira conta que a indicação para atuar na Fundect foi feita pelo Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (Crie-MS), como forma de reforçar a integração entre a política estadual de fomento, as capacidades das instituições de ensino e pesquisa e a agenda de inovação do Estado. “Recebo essa indicação com senso de responsabilidade pública e compromisso com resultados. A expectativa é contribuir para uma Fundect ainda mais estratégica, transparente e orientada a impacto, preservando o rigor do mérito científico e ampliando a capacidade de transformar conhecimento em desenvolvimento para Mato Grosso do Sul”, expõe.

Entre as prioridades que irão orientar sua gestão na Diretoria Científica, o professor indica: qualificar instrumentos de fomento, editais e programas, com regras claras e foco em resultados científicos, tecnológicos e de inovação; fortalecer a articulação com universidades, instituições científicas, tecnológicas e de inovação, ambientes de inovação, empresas e o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; aprimorar monitoramento e avaliação para dar mais previsibilidade, qualidade e aprendizagem institucional ao ciclo do fomento; e fortalecer a avaliação por pares, com critérios objetivos, integridade, transparência e sigilo técnico quando aplicável.

Trajetória

Em 2020, quando assumiu a direção da Aginova, o foco da agência estava em ações de desenvolvimento, de inovação e de internacionalização. Para o professor, foi, sobretudo, um trabalho de estruturação e consolidação institucional, buscando aproximar Universidade, governo, setor produtivo e ecossistemas de inovação. “Os principais desafios foram ganhar escala com governança, alinhar expectativas de diferentes atores e transformar iniciativas em entregas consistentes. Ao mesmo tempo, tivemos conquistas relevantes ao fortalecer parcerias, aprimorar processos e ampliar a capacidade da agência de operar uma agenda de inovação com visão de futuro”, pontua.

O ex-diretor destaca também a ampliação e redefinição do Hub Pantanal Inovação e Modelagem Empreendedora (Pime), que hoje se consolida como um hub de inovação presente em todos os câmpus; o fortalecimento do empreendedorismo júnior e do empreendedorismo de impacto; o aprimoramento da estratégia de proteção dos ativos intelectuais gerados na Universidade; a criação da Agrotec, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii); e o expressivo aumento de parcerias institucionais e do volume de recursos públicos e privados captados para a inovação.

Aginova

Segundo o professor, a transição para o diretor João Batista será conduzida com organização, continuidade e transparência, garantindo o acesso completo ao panorama de projetos, parcerias, rotinas, aprendizados e prioridades, para preservar o que está em andamento e acelerar o próximo ciclo. “Tenho uma perspectiva muito positiva sobre sua atuação, pois ele também já exercia papel estratégico de assessoramento à direção desde 2022. Mudanças de liderança, quando bem planejadas, ajudam a manter a continuidade institucional e, ao mesmo tempo, renovar estratégias e impulsos, fortalecendo a missão da Aginova. As equipes técnicas das secretarias hoje também detém amplo conhecimento e domínio dos processos sob suas responsabilidades e, portanto, darão pleno suporte ao novo diretor”, comenta Moreira.

Além do suporte a todas as iniciativas da Aginova no cargo de assessor desde 2022, Batista destaca que já tinha contato anterior com a unidade por coordenar projetos de pesquisa e extensão com acordos e parcerias formalizadas por meio da Aginova. “O professor Saulo trouxe vários ganhos para a comunidade acadêmica em relação ao desenvolvimento da inovação, desenvolvimento da propriedade intelectual e empreendedorismo, e esse talvez seja até o principal desafio, dar continuidade a tudo aquilo que ele criou e construiu junto a esta gestão e também imprimir minhas características dentro do que já está sendo executado”, explica. 

O professor João ressalta a honra e as expectativas para sua gestão. “Estou animado, com muitas ideias e espero trazer retorno para toda a comunidade. Primeiramente, pretendo dar continuidade àquilo que já foi aprimorado pelo professor Saulo, com o apoio da gestão da reitora Camila e do vice-reitor Albert, e também criar novas ações que desenvolvam o empreendedorismo e a inovação. Assim como a Aginova tem feito nos últimos anos com parcerias qualificadas que trouxeram bons resultados para nossas ações de ensino, pesquisa e extensão, pretendo também concentrar esforços na prospecção, sair de dentro da Instituição, conversar com empresários, com o setor público e terceiro setor para aumentar e qualificar as parcerias que têm potencial a serem desenvolvidas para UFMS e que trarão ainda mais resultados que contemplarão nossos estudantes. Pretendo ainda revisar o arcabouço de regulamentos da Universidade que tem relação com inovação e empreendedorismo, entre outras ações”, enfatiza. 

O novo diretor da Aginova finaliza destacando a confiança na equipe e a importância da atuação da unidade. “A inovação vai além do desenvolvimento de novas tecnologias e criação de startups, ela permite que os estudantes desenvolvam habilidades que irão auxiliar na solução de problemas reais, em todas as áreas e setores. A Aginova tem um papel ímpar porque busca trazer a vivência da Inovação e do Empreendedorismo para toda a comunidade acadêmica e é essa vivência que os auxilia com essas habilidades, os ajuda a inclusive extrapolar isso para, de repente, criar uma startup, um novo negócio, uma spin-off a partir de ações que ocorrem na Instituição”, aponta.

“A mensagem central é que há continuidade com evolução: a Aginova segue seu trabalho com nova liderança, e eu passo a contribuir pela Fundect agora com foco no fomento à ciência, tecnologia e inovação e na geração de impacto para o Estado, reforçando mérito, integridade, transparência e articulação institucional”, finaliza Saulo Moreira.

Texto: Ariane Comineti

Fotos: Alíria Aristides