Estudantes da UFMS de Campo Grande apresentam projeto para digitalização de documentos

Estudantes das Faculdades de Direito, de Engenharia de Software e de Ciência da Computação da UFMS de Campo Grande apresentaram, nesta quarta-feira, 29, a representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ferramentas para agilizar o processo de digitalização de documentos e a regularização fundiária em Mato Grosso do Sul.

Segundo o diretor da Fadir, Fernando Lopes, a iniciativa faz parte do projeto de extensão “Desenvolvimento de processos inovadores de supervisão ocupacional, com o objetivo de promover ações necessárias à titulação em projetos de assentamento federais do Programa Nacional de Reforma Agrária e de Regularização Fundiária no Estado de Mato Grosso do Sul”, desenvolvido em parceria entre a UFMS, Incra e a Fapec. 

Além da titulação de terra, o objetivo do projeto é desenvolver metodologias inovadoras para a regularização fundiária, pautadas em iniciativas relacionadas ao ensino, pesquisa e extensão, realizadas por professores, técnicos administrativos e estudantes da UFMS.

“É um projeto bastante importante que vai agilizar muito os processos internos do Incra de atendimento de requerimentos dos beneficiários da reforma agrária aqui no Mato Grosso do Sul. Um processo que às vezes ficava represado por alguns anos, e que a gente está criando com esse convênio aqui com a UFMS, a possibilidade de dar brevidade para esses processos. Inclusive, gerando algumas ferramentas de inovação tecnológica que irão permitir a facilitação desse processo em outras unidades do Incra no Brasil, nas 27 unidades da federação, e também no Incra Nacional. Estou muito contente com aquilo que eu vi hoje aqui”, ressaltou o superintendente Regional do Incra, Paulo Roberto da Silva. Ele estava acompanhado da chefe do setor de Projeto de Assentamento, Regina Ishii, e do chefe de Divisão de Administração do Incra, Marcelo Quadros.

A coordenadora do projeto, Tchoya Gardenal, ressalta o impacto social do projeto que há quatro anos busca trazer segurança jurídica aos assentamentos em Mato Grosso do Sul. “Nesses últimos anos, titulamos mais de 15 mil lotes. Na medida em que as pessoas passam a ter o título da terra, que elas estão em posse mas não tinham a formalização da titulação anteriormente”, ressalta.

Segundo a professora, a parceria com Incra possibilitou que os estudantes apresentassem vários trabalhos científicos baseados nessas visitas aos assentamentos. Além disso, o projeto conta com bolsistas da UFMS de diversas áreas do conhecimento, como Engenharia, Ciência da Computação, Enfermagem e Pedagogia.

“Temos alunos da Engenharia, com os professores da Engenharia, cuidando, analisando e recuperando os poços nos assentamentos. Temos também a recuperação de silos nos assentamentos, principalmente na região do assentamento Itamarati, no Taquaral, na região de Corumbá. Vamos agora começar a fazer um projeto pioneiro na instalação de energia fotovoltaica. Então é um projeto que foi ganhando corpo. Começou como titular, mas foi crescendo e hoje nós temos várias vertentes”, explica.

A ferramenta desenvolvida pelo projeto busca agilizar e tornar mais acessível a documentação dos assentados ao digitalizá-los a partir do reconhecimento de imagem para seleção do texto. O objetivo é facilitar para usuários na área rural, por exemplo, a formalização dos documentos nos padrões requeridos pelo Incra.

“A gente está desenvolvendo ferramentas, como esse programa que a gente apresentou aqui, que são para agilizar esse processo e automatizar o quanto for possível. Há um fluxo muito grande de pedidos de boleto, e de outras coisas, e são poucas pessoas para muitos processos. Então a gente precisa agilizar, tornar mais eficiente para reduzir esse gargalo até a pessoa conseguir ter o pedido dela atendido”, explica o estudante de Ciência da Computação da UFMS, e bolsista do projeto, Caio Barbieri.

Os representantes do Incra também visitaram o Escritório de Prática Jurídica da UFMS.

Texto e fotos: Carlos Yukio