O 76º Congresso Nacional de Botânica e o 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste tiveram sua abertura oficial neste domingo, 11, no teatro Glauce Rocha, na UFMS de Campo Grande. A programação do maior evento científico de botânica do Brasil segue até sexta, 16, e deve reunir quase 2 mil inscritos do Brasil e do exterior. Após 47 anos, o congresso retorna a Mato Grosso do Sul com uma agenda dedicada à pesquisa, à valorização da flora e da funga brasileira e aos desafios da conservação ambiental.
A reitora Camila Ítavo destaca que a realização do congresso na Universidade reforça o compromisso institucional com a produção científica, a valorização dos pesquisadores e a aproximação entre o conhecimento acadêmico e a sociedade. “A UFMS tem orgulho de ser parte desse movimento, de abrir suas portas para o diálogo científico e de contribuir para que o conhecimento produzido nas universidades chegue à sociedade e transforme realidades”.
Durante a cerimônia, a presidente da Sociedade Botânica do Brasil, Tania Regina dos Santos, agradeceu à UFMS pela recepção aos participantes e ressaltou a importância do congresso para o intercâmbio de experiências e o fortalecimento da pesquisa em Botânica. “A Sociedade Botânica do Brasil acredita na força da ciência, na colaboração entre instituições e na formação de novas gerações de pesquisadores. Que este encontro estimule novas parcerias, promova o intercâmbio de experiências e reafirme o papel da Botânica na construção de um futuro mais sustentável”.
Para a diretora do Instituto de Biociências da UFMS, Carla de Arruda, o encontro tem o potencial de transformar o conhecimento científico em ações efetivas de preservação. “A comunidade científica precisa de momentos de encontro para discussão e avaliação do conhecimento produzido, para que este se transforme em medidas realmente efetivas para a conservação”.
A programação inclui cinco palestras magistrais, 36 simpósios, 27 mesas-redondas, 15 palestras individuais, 27 minicursos e sete oficinas, além de exposições e lançamentos de livros. As atividades pré-congresso começaram no dia 8, nos laboratórios do Instituto de Biociências.
A aproximação entre a Botânica e a comunidade também tem espaço durante o evento. A professora de Anatomia Vegetal da UFMS e presidente da comissão organizadora, Edna Scremin Dias, destaca que serão realizadas exposições abertas na Universidade e a iniciativa Botânica na Praça, na Praça Ary Coelho, com ações para chamar a atenção para a vegetação presente no cotidiano. “Queremos contribuir para redução da ‘invisibilidade Botânica’ muito comum e presente na maioria da população”, explicou. Entre os temas em debate estão as queimadas nos biomas brasileiros, especialmente no Pantanal, os conhecimentos tradicionais e o potencial de plantas, algas e fungos para a saúde e a bioeconomia.
A Passiflora pottiae, espécie rara e endêmica de maracujá, foi escolhida como símbolo desta edição. O nome homenageia a pesquisadora Vali Joana Pott, reconhecida por seus estudos sobre plantas aquáticas do Pantanal e das veredas. Desde a última edição do congresso em Mato Grosso do Sul, em 1979, a UFMS ampliou a formação de especialistas e fortaleceu sua atuação científica na área. Um dos marcos desse avanço foi a implantação do Doutorado em Biologia Vegetal, em 2024.
Mais informações e a programação completa estão disponíveis na página oficial do evento.
Texto: Karolyne Peralta
Fotos: Ana Carolina Vasques




