Estudantes indígenas podem receber bolsas para cursarem mestrado e doutorado da UFMS, no Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). São 28 bolsas destinadas à Universidade, sendo 20 para mestrado no valor de R$ 2.100,00 e oito para doutorado, de R$ 3.100,00. As inscrições terminam no dia 1º de outubro.
“É uma oportunidade importante tanto para os programas quanto para a inclusão de estudantes indígenas na formação qualificada e faz parte da aproximação da UFMS com a comunidade indígena de Mato Grosso do Sul. Além disso, abre a possibilidade do desenvolvimento de pesquisas científicas voltadas ao contexto dos povos originários do estado”, explicou o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação, Fabrício Frazíllio. Mato Grosso do Sul possui a terceira maior população indígena no país, atrás do Amazonas e da Bahia. Segundo o Censo de 2022, há registros de indígenas em todos os 79 municípios do estado. “É natural que a produção de dissertações e teses aumente e retrate as diferentes questões que envolvem as várias etnias presentes em Mato Grosso do Sul”.
As bolsas de mestrado estão distribuídas entre vinte programas: Administração, Biologia Animal, Biologia Vegetal, Biotecnologia, Ciência Animal, Ciência da Computação, Ciências Veterinárias, Comunicação, Educação Matemática, Enfermagem, Estudos Culturais, Estudos de Linguagens, Letras, Psicologia, Química, Saúde da Família, Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste e Tecnologias Ambientais, na UFMS de Campo Grande, e Geografia na UFMS de Aquidauana e de Três Lagoas.
As oito bolsas de doutorado são destinadas aos programas de Biologia Animal, Biologia Vegetal, Comunicação, Educação Matemática, Estudos de Linguagens, Letras, Química e Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste.
As inscrições são realizadas diretamente no sistema da Capes.
Os candidatos aprovados poderão efetivar a matrícula e com início da bolsa a partir de 2027, no primeiro ou no segundo semestre, conforme o cronograma de cada programa.
Texto: Juliana Menezes (estagiária Agecom/RTR)
