Até 2 de março estão abertas as inscrições para estudantes indígenas matriculados no primeiro, segundo ou terceiro ano de programas de doutorado participarem do processo seletivo Bolsa Guatá 2026. O programa de mobilidade é fruto de cooperação entre a Capes e o governo francês, por meio da Embaixada da França no Brasil e tem como objetivo ampliar o acesso a estudantes indígenas à experiência internacional.
“Trata-se da primeira iniciativa de mobilidade acadêmica internacional estruturada especificamente para estudantes indígenas, com financiamento externo e apoio institucional para realização de estágio doutoral no exterior. Para a UFMS, a participação no Programa Guatá representa um avanço importante na consolidação da política de internacionalização cada vez mais inclusiva”, destaca o diretor da Agência de Internacionalização da UFMS, Gustavo Cancio.
De acordo com Gustavo, o programa é aberto a todas as áreas do conhecimento e destinado a estudantes indígenas brasileiros que estejam regularmente matriculados no primeiro, segundo ou terceiro ano de doutorado em uma instituição brasileira. A mobilidade acadêmica terá duração de seis a nove meses e será realizada ao longo do ano acadêmico 2026–2027, em uma universidade francesa escolhida pelo próprio candidato ou candidata. A escolha da instituição de ensino superior francesa para o intercâmbio é livre, porém, na área de Humanidades, a Universidade Paris 8 Vincennes-Saint-Denis é parceira privilegiada do programa.
Para participar é necessário preencher o formulário (clique aqui). O diretor destaca que a UFMS firmou o compromisso, junto ao programa, de oferecer suporte administrativo, acesso a cursos de francês e apoio financeiro complementar para despesas não cobertas pela bolsa para os candidatos.
A gestão das passagens aéreas, o pagamento da bolsa e os serviços associados à bolsa concedida pela Embaixada da França no Brasil serão assegurados pela agência Campus France em Paris. Os bolsistas financiados pela Capes estarão sujeitos às regras e procedimentos dessa fundação. O valor mensal da bolsa varia entre 1,3 e 1,7 mil euros, conforme os critérios de cada instituição. As condições complementares como passagens aéreas de ida e volta, seguro saúde e auxílio instalação serão informadas pela Embaixada da França e pela Capes aos bolsistas selecionados.
Na avaliação do diretor, iniciativas como a Bolsa Guatá permitem ampliar o acesso de estudantes indígenas a experiências internacionais de formação, a promover a circulação internacional de saberes plurais e epistemologias diversas e contribuem para a formação de pesquisadores indígenas com inserção em redes globais de pesquisa. “Ao aderir institucionalmente ao programa e apoiar financeiramente a mobilidade, a UFMS reafirma seu compromisso com uma internacionalização orientada pelos princípios de equidade, diversidade e democratização de oportunidades acadêmicas”, finaliza.
Sobre a Bolsa Guatá
“Guatá” significa “caminhar” em tupi-guarani. O nome simboliza o percurso acadêmico e intercultural promovido pelo programa, que busca contribuir para a diversidade de perfis de estudantes internacionais nas instituições francesas de ensino superior e pesquisa. O edital, com critérios de elegibilidade, documentos exigidos, benefícios da bolsa e etapas do processo seletivo, está disponível na página da Embaixada e o edital em português pode ser conferido aqui.
Dúvidas, informações adicionais e solicitações de envio da carta de apoio da UFMS podem ser encaminhadas para o seguinte e-mail: aginter@ufms.br
Texto: Vanessa Amin
