Ciência e cultura conquistam visitantes da COP15 POP no Corredor Onça-Pintada

Atividades interativas, cheias de descoberta e conhecimento têm encantado os visitantes da COP15 POP na UFMS. Entre elas está uma exposição diferenciada, que poderá ser inserida no livro dos recordes, o Guinness. As ações são realizadas no Corredor Onça-Pintada e estão abertas ao público das 8h às 11h até o dia 28 de março. 

O nome do maior felino da América Latina foi escolhido para esta programação especial em homenagem à migração da espécie nas Américas. Estão reunidas no corredor central exposições de todas as áreas, organizadas em mais de 30 estações com oficinas e mostras de pesquisas e ações realizadas pela Universidade e instituições parceiras. 

Um dos destaques na programação do Corredor Corredor Onça-Pintada  foi a abertura da exposição de Santiago Belacqua, artista plástico português que aborda o meio ambiente em suas peças.

Na sala localizada ao centro do corredor, onde antes funcionava a Livraria UFMS, ele apresenta a obra Salvator Mundi – O calor humano derrete o gelo, em uma proposta diferenciada de mostra.

“Ter o Santiago aqui na Universidade é uma honra, uma oportunidade especial. Estamos muito felizes por este momento, estou ansioso para entrar nesta experiência imersiva, só a obra e eu, sem nenhum comentário, e, dando um spoiler aqui, teremos uma obra dele na UFMS, ele fará a doação de uma peça para o nosso acervo. Em nome da reitora Camila Ítavo e de toda a Universidade agradeço a ele e a todos os envolvidos nesta realização”, declarou o vice-reitor Albert Schiaveto.

O trabalho Belacqua busca tocar as pessoas pela singularidade do  afeto. “É um olhar, um sentimento. Uma experiência onde apenas uma pessoa entra por vez e tem contato único e individual com o quadro, sem influência do artista, nem de mais ninguém”, explica o artista. 

A escritora e produtora cultural Delasnieve Daspet, parceira na iniciativa de trazer o artista à Campo Grande, destacou que nunca ouviu falar de uma exposição como esta.

“Penso que é uma proposta totalmente diferenciada. Eu nunca li nem participei de uma exposição com uma tela só. E uma tela tão impactante como essa que está ali, eu não posso falar para vocês o que é, porque vocês têm que vir ver para conhecer e entender a proposta do artista. Ele quer que você interaja com a tela, que você se impacte com ela e que traduza o que ela disse para você. […] Ter o Belacqua aqui é um presente para nós”, disse.

Na abertura da exposição, o artista revelou uma articulação com a universidade, município e estado para verificar se esta mostra pode ser considerada a menor do mundo e assim ser registrada junto ao livro dos recordes, o Guinness. “Só tem um quadro e um convidado, então vamos tentar saber para, se possível, então registrar. Pior que não conseguir é não tentar”, apontou. 

A estudante do Ensino Médio da escola Paulo de Tarso, Bárbara Barros, gostou muito de participar das atividades da COP15 POP. “É uma coisa fora do que a gente estuda dentro de sala de aula, né? Então eu achei bem diferente, gostei muito porque são coisas variadas, achei muito interessante. O que vi de mais diferente foram os óculos de realidade virtual”.

Para o coordenador da escola estadual Múcio Teixeira Júnior, o professor Flávio Nóbrega, foi uma satisfação trazer os alunos para a COP15 POP.

“É muito importante terem este contato com diversas oficinas de diversas áreas, isso enriquece muito o nosso trabalho e para eles é de grande valia, não só pelo conteúdo pedagógico mas por terem novas experiências, por poderem, quem sabe despertarem o olhar para o futuro profissional. Terem esse tipo de experiência, conhecer pessoas e ver essas mostras, principalmente nessa faixa etária que estão, entre 10 a 12 anos, é único na vida deles”, destaca.

“É muito legal voltar ao ambiente da Universidade, dá uma nostalgia, e ver também o tanto que tem sido feito aqui, tanta cultura que está sendo disponibilizada, estou curtindo bastante”, comentou o egresso do curso de Zootecnia, Lorenzo Duarte.  

A mostra e as exposições culturais e científicas seguem abertas à visitação no Corredor Onça-Pintada, das 8h às 11h até sábado, 28. 

Texto e fotos: Ariane Comineti