Esportes, espetáculos e formas de lazer ajudam a compreender a educação dos corpos, as mudanças de comportamento e as disputas pelo uso dos espaços públicos na cidade entre o final do século 19 e o início do século 20
Regatas no rio Paraguai, circos itinerantes, teatro, cinema, bailes, carnaval, cururu, jogos de cartas e até brigas de galos compunham um diversificado repertório de divertimentos em Corumbá entre o final do século 19 e as primeiras décadas do século 20. Mais do que revelar como a população ocupava o tempo livre, essas práticas ajudam a compreender as transformações de uma cidade que buscava afirmar-se como moderna e civilizada, ao mesmo tempo em que estabelecia regras sobre os corpos, os comportamentos e o uso dos espaços públicos. É essa relação entre diversão, educação e vida urbana que orienta pesquisa desenvolvida pelo professor do curso de Educação Física e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Fronteiriços da UFMS do Pantanal, Leonardo do Couto.
“Esse interesse nasceu do encontro entre minha trajetória de pesquisa e minha inserção profissional em Corumbá. No doutorado, investiguei as corridas de cavalos em Curitiba e procurei compreender como os divertimentos participavam da educação dos corpos e da transformação da vida urbana. Quando passei a atuar na UFMS, percebi que Corumbá oferecia um campo muito rico e ainda pouco explorado para esse tipo de abordagem”, lembra Leonardo.
Segundo o pesquisador, depois da Guerra do Paraguai, Corumbá consolidou-se como importante porto fluvial e entreposto comercial, ligado pelo rio Paraguai a circuitos nacionais e internacionais. “Pelo porto circulavam mercadorias, viajantes, companhias artísticas, notícias, tecnologias e costumes. Ao mesmo tempo, a cidade combinava aspirações de progresso com problemas de infraestrutura, higiene, iluminação e ordenamento urbano. Essa tensão aparece de forma muito clara nos divertimentos: havia o desejo de exibir uma cidade moderna e civilizada, mas também tentativas de controlar jogos, ruídos, festas, banhos e usos populares da rua e do rio. Estudar Corumbá permite ainda questionar a ideia de que novidades esportivas e culturais se restringiam às grandes capitais”.
“O projeto procura compreender quais práticas esportivas e formas de divertimento existiam, onde aconteciam, quem as organizava, quem participava e quais sentidos lhes eram atribuídos. Também buscamos identificar como essas práticas se transformaram, como se relacionaram com o crescimento da cidade e de que maneira foram classificadas como úteis, elegantes, modernas, imorais ou perniciosas. Outra questão central é investigar como esporte e diversão participaram da educação dos corpos e dos comportamentos. Em síntese, perguntamos não apenas como Corumbá se divertia, mas quem podia se divertir, em quais espaços, sob quais regras e por que certas práticas eram valorizadas enquanto outras se tornavam alvo de vigilância ou repressão”, detalha.
“As fontes indicam um repertório bastante diversificado: regatas, remo e canoagem, banhos no rio, circos itinerantes, acrobacias, ginástica, apresentações teatrais, cinematógrafo, bailes, festejos religiosos e cívicos, carnaval, cururu, bilhares, jogos de cartas e brigas de galos”, enumera Leonardo. Segundo o professor, algumas atividades eram anunciadas como sinais de progresso e refinamento; outras eram tratadas como desordem ou ameaça aos bons costumes. “Essa variedade mostra que a vida cultural era mais dinâmica do que uma narrativa centrada apenas no porto e no comércio poderia sugerir. Mostra também que não existia uma fronteira fixa entre esporte, espetáculo, festa, recreação e prática condenada: essas classificações estavam sendo construídas e disputadas”, explica.
Diversões pela cidade
Entre os espaços utilizados, os destaques eram o rio Paraguai e o centro da cidade. “O rio e suas margens eram centrais para regatas, passeios e banhos, mas também para trabalho, transporte e abastecimento. O porto funcionava como lugar de circulação e cenário de grande visibilidade. Os circos instalavam-se em praças e terrenos acessíveis, principalmente no centro da cidade, o que facilitava a adesão do público. Teatro e cinema também ocupavam a região central, assim como ruas, bilhares, casas comerciais e estabelecimentos de recreio, em uma área que funcionava como polo de desenvolvimento. De toda forma, a cidade inteira pode ser lida como uma geografia dos divertimentos, marcada por acessos, apropriações e controles desiguais”, explica.
Em relação ao surgimento das atividades e modalidades, o pesquisador afirma que as regatas aparecem nas décadas finais do século 19 e, no início do 20, tornam-se mais organizadas, com horários, categorias, premiações, juízes e tentativas de criação de clubes. Para ele, isso indica a passagem gradual de divertimento festivo para prática competitiva em processo de institucionalização. “Os registros circenses encontrados começam em 1880 e seguem com diferentes companhias. O teatro está documentado nesse mesmo período, enquanto o cinematógrafo integra o repertório local nos anos finais do século 19 e, principalmente, no início do século 20”, afirma.
“Divertimentos considerados perniciosos, como brigas de galos, sinuca, baralho e jogos de azar — estes últimos dependentes majoritariamente da sorte — aconteciam nesse mesmo período. Essas práticas foram incorporadas por festas, anúncios, associações, iniciativas comerciais e eventos beneficentes. Vale dizer que o projeto toma os registros da imprensa jornalística como fonte e é justamente nos anos finais da década de 1870 que Corumbá apresenta seus primeiros jornais”, diz Leonardo.
Ele reforça que a tarefa do historiador é compreender por que essas práticas faziam sentido naquele contexto e como sua aceitação ou condenação mudou historicamente. “Muitas práticas mudaram de forma, espaço ou legitimidade. As regatas passaram por processos de esportivização; o cinema deixou de ser novidade itinerante e ganhou exibições mais estáveis; o circo modificou seus repertórios e sua relação com a cidade. Experiências como as brigas de galos hoje provocam estranhamento porque são proibidas e associadas a maus-tratos. Jogos de azar e certos usos noturnos das ruas também passaram por novas regulações. É importante, porém, evitar julgar o passado somente com valores atuais”.
Sobre a participação da população, a pesquisa indica diferentes graus de envolvimento. “Clubes, competições organizadas, teatros e certos espaços comerciais podiam favorecer grupos com mais recursos e redes associativas. Ao mesmo tempo, festas públicas, circos, carnaval, cururu, jogos, ruas e margens do rio mobilizavam públicos mais amplos. Mesmo quando nem todos praticavam, muita gente participava como espectadora, consumidora ou comentadora. A imprensa registrava mais facilmente autoridades, organizadores e setores socialmente reconhecidos. Por isso, a ausência de determinados grupos nos jornais não significa ausência na cidade. É necessário ler silêncios, queixas, notas policiais e referências indiretas para perceber formas populares de presença e apropriação”.
Corpos e comportamentos
Leonardo lembra que a educação do corpo não significa apenas ensino escolar ou transmissão formal de exercícios. “O corpo também é educado nas experiências cotidianas: aprende-se como vestir-se, torcer, competir, demonstrar emoções, circular pela cidade e relacionar-se com outras pessoas. Os esportes e os divertimentos ensinam técnicas e gestos, mas também valores, sensibilidades e regras de convivência. Para remar em uma regata não basta força: é necessário aprender gestos, sincronizar movimentos, controlar o esforço, cumprir horários e submeter-se a regras. No circo, treinam-se equilíbrio, agilidade, coragem e domínio do gesto. Em bailes, teatros e cinemas, aprendem-se maneiras de apresentar-se, observar, aplaudir e conviver em público. Essa educação não é neutra, pois privilegia certos modelos de corpo e conduta. As pessoas, contudo, também se apropriam das práticas de modos próprios e negociam as normas. É nesse sentido que falo em educação para e pelo divertimento”, explica.
“Nas regatas aparecem disciplina, força, resistência, técnica, autocontrole, pontualidade e competição regulada. Práticas náuticas podiam ser associadas à saúde, à vida ao ar livre e ao fortalecimento físico. Nos circos, destacavam-se destreza, coragem, equilíbrio e domínio corporal. Teatros e cinemas eram relacionados, em certos discursos, à elegância, beneficência, educação moral e civilidade. Em sentido oposto, jogos, excessos, ruídos noturnos, brigas e embriaguez eram apresentados como ameaças. A oposição entre divertimento útil e divertimento pernicioso ajudava a hierarquizar corpos e condutas. Esses valores não apenas descreviam a realidade: integravam projetos de ordenamento da cidade e de seus habitantes”, detalha o professor.
A educação dos corpos não se restringia aos praticantes. Segundo Leonardo, o público também era parte constitutiva do espetáculo. “Assistir ensinava o que admirar, como reagir e quais corpos reconhecer como fortes, hábeis, elegantes ou disciplinados. Nas regatas, espectadores transformavam o rio e o porto em palco público, ampliando a visibilidade dos competidores. No circo, no teatro e no cinema, aprendiam-se convenções de atenção, aplauso, vestimenta e convivência. O público também podia vaiar, comentar, ocupar espaços de maneira não prevista e atribuir sentidos próprios aos eventos. A educação não fluía apenas dos organizadores para uma plateia passiva: praticantes, empresários, imprensa, autoridades e espectadores construíam conjuntamente os significados do espetáculo”, explica.
Com relação à classe social e ao gênero, Leonardo ressalta que é necessário considerar os limites das fontes e o recorte temporal da pesquisa, entre o final do século 19 e o início do século 20. “Homens aparecem com maior frequência como competidores, dirigentes, proprietários e frequentadores de jogos e espaços noturnos. Mulheres surgem mais em registros de bailes, plateias, ações beneficentes, festividades e instituições educativas, além de queixas sobre os efeitos do jogo e da desordem na família. Isso não significa ausência feminina em outras experiências, mas indica expectativas específicas sobre sua presença pública. Preço dos ingressos, vestimentas, filiação a clubes, localização dos assentos e acesso aos espaços também produziam distinções de classe. As fontes sugerem participação, mas também desigualdades de acesso, visibilidade e reconhecimento”, afirma.
As desigualdades também apareciam no acesso aos espaços e às atividades. “Espaços pagos, associações e clubes criavam barreiras econômicas e relacionais. Normas sobre horários, ruídos, banhos, circulação e usos das margens atingiam especialmente trabalhadores, pobres e praticantes de divertimentos populares. Cururu, jogos, festas de rua e reuniões noturnas eram mais facilmente classificados como incômodos ou desordeiros”, diz Leonardo. O pesquisador lembra ainda que mulheres e grupos racializados nem sempre eram identificados nominalmente pela imprensa, o que exige cuidado para não converter silêncio documental em inexistência histórica. “Um desafio da pesquisa é reconstruir essas presenças por meio de queixas, proibições, notas policiais e pequenos indícios deixados por documentos produzidos pelos setores mais poderosos”, explica.
A posição geográfica de Corumbá teve influência direta sobre essas práticas. “A navegação internacional a vapor e o papel da cidade como entreposto comercial tornaram o porto uma porta de entrada de mercadorias, pessoas, notícias e repertórios culturais. Companhias circenses chegavam pela via fluvial; fitas cinematográficas eram anunciadas como novidades estrangeiras; modelos de clubes, competições e espetáculos circulavam entre cidades e países”, diz Leonardo. As transformações urbanas também tiveram papel determinante. “O crescimento urbano criou públicos, serviços e estabelecimentos comerciais, mas também preocupações com iluminação, higiene, policiamento e controle dos espaços. Os divertimentos eram simultaneamente produtos dessa circulação e instrumentos usados para representar Corumbá como cidade conectada ao progresso”.
A circulação internacional também se refletia nas formas de diversão. Companhias, artistas e repertórios circenses percorriam diferentes países e cidades sul-americanas, enquanto as regatas e os modelos associativos ligados aos esportes náuticos dialogavam com experiências difundidas em cidades brasileiras e estrangeiras. “Essas práticas, porém, não foram simplesmente copiadas: foram adaptadas às condições do rio Paraguai, aos espaços disponíveis, aos interesses dos organizadores e aos públicos locais”, ressalta.
A chegada de novos repertórios, porém, não significou o desaparecimento das formas tradicionais de diversão. Segundo Leonardo, diferentes práticas conviviam e também se combinavam. “O cinema não substituiu imediatamente o teatro, assim como competições esportivas não eliminaram festas, cururu, jogos ou banhos no rio. Os repertórios se diversificaram. Em alguns casos houve combinação, como espetáculos de variedades que reuniam números circenses, teatro e cinematógrafo. Em outros, apareceram conflitos sobre barulho, apostas, horários, moralidade e ocupação das ruas e margens. A imprensa podia celebrar uma regata como sinal de progresso e simultaneamente condenar um jogo ou festa popular. A modernização não ocorreu como ruptura linear entre tradição e novidade, mas por convivência, negociação e hierarquização de costumes”.
Nos jornais, pistas do cotidiano
A pesquisa utiliza principalmente jornais publicados em Corumbá. “Analisamos anúncios, notícias, crônicas, editoriais, notas policiais, cartas, reclamações e programações. Esses materiais permitem localizar práticas, datas, espaços, organizadores, preços, públicos e discursos. Também recorremos a editais, posturas municipais, atas, relatórios oficiais, registros de associações, fotografias e bibliografia sobre a história urbana e econômica da cidade. Nem todas essas séries estão preservadas continuamente, por isso o levantamento é cumulativo. Cruzar fontes é essencial: um anúncio mostra como o evento queria apresentar-se; uma nota policial ou reclamação pode revelar conflitos e usos não previstos”, explica Leonardo.
A partir desse conjunto de fontes, o cotidiano é reconstituído por séries de pequenos indícios. “Uma notícia isolada não prova um hábito, mas a repetição de anúncios, queixas, regulamentos e comentários permite perceber permanências e mudanças. Também analisamos quem produziu o documento e com quais interesses. A imprensa não é um espelho neutro: seleciona acontecimentos e participa da criação de hierarquias morais. As dificuldades incluem lacunas nas coleções, mudanças de nomes, informações incompletas e pouca visibilidade de grupos populares. Entre os achados surpreendentes estão a presença de circos internacionais, a progressiva organização das regatas, a combinação entre circo e cinematógrafo e a ambiguidade de jornais que condenavam certos jogos, mas anunciavam outros divertimentos”, avalia.
Pesquisa e formação
Desde o início da pesquisa, em 2024, o trabalho permitiu formar um acervo documental e uma agenda articulada sobre a história dos divertimentos em Corumbá. “Entre os resultados estão estudos sobre atividades circenses; sobre a estruturação das regatas e a reordenação dos usos do rio Paraguai; sobre teatro e cinema entre o final do século 19 e o início do 20; e sobre jogos, cururu, carnaval, brigas de galos e outras práticas classificadas como perniciosas. Esses trabalhos resultaram em artigos, apresentações acadêmicas, iniciações científicas e roteiros audiovisuais vinculados ao Centro de Memória e História do Esporte no Pantanal. Em conjunto, começam a formar uma interpretação integrada da vida urbana e cultural corumbaense”, explica Leonardo. Até o momento, dois artigos já foram publicados em periódicos e um terceiro foi aceito para publicação.
Para a realização das atividades, o professor também conta com a participação de estudantes de graduação por meio da iniciação científica e de outras atividades de formação. “Há frentes voltadas às experiências teatrais e cinematográficas e aos divertimentos considerados perniciosos. Eles localizam e organizam fontes, constroem cronologias, transcrevem notícias, classificam espaços e práticas, discutem bibliografia, elaboram resumos e apresentam resultados em eventos. Também colaboram na divulgação científica, inclusive na preparação de roteiros e materiais audiovisuais. Esse trabalho forma pesquisadores e aproxima os estudantes da história da cidade em que estudam e vivem”, diz.
Passado que permanece
Na avaliação de Leonardo, conhecer as formas de esporte e diversão do passado contribui para compreender a Corumbá de hoje. “Elas indicam como a cidade construiu sua relação com o rio, o porto, o espaço público e sua condição fronteiriça. Debates atuais sobre quem ocupa as ruas, quais manifestações recebem apoio, quais são vistas como incômodas e como o patrimônio é preservado têm raízes históricas. A pesquisa também mostra que Corumbá não foi apenas cenário passivo de acontecimentos econômicos: seus moradores selecionaram, adaptaram e transformaram repertórios vindos de diferentes lugares. Essa história amplia a compreensão da identidade local e permite perceber que lazer, cultura e esporte sempre estiveram ligados a acesso, visibilidade, poder e pertencimento”.
Segundo o pesquisador, ainda é possível perceber marcas deixadas pelas práticas, espaços e tradições. “A relação entre a cidade e o rio Paraguai é a marca mais evidente. O porto, as margens e o Casario continuam estruturando a memória e a paisagem de Corumbá, embora seus usos tenham mudado. Festas públicas, práticas náuticas, apresentações artísticas e a circulação cultural associada à fronteira também permanecem como referências. Alguns espaços específicos desapareceram ou mudaram de função, como antigos teatros e estabelecimentos de recreio, mas sobrevivem nos jornais, fotografias e na memória urbana. A pesquisa ajuda a reinscrever esses lugares no mapa histórico e mostra que um edifício, uma praça ou um trecho do rio acumulam diferentes camadas de uso e significado”, comenta.
Ao localizar, organizar, interpretar e divulgar documentos muitas vezes dispersos ou pouco conhecidos, a pesquisa também contribui para preservar a memória e a história do município. “Ao transformar anúncios, notícias e registros administrativos em artigos, apresentações, vídeos e materiais educativos, devolve à comunidade histórias que poderiam ficar restritas aos arquivos. Também amplia o conceito de patrimônio: não apenas edifícios e monumentos, mas práticas, gestos, festas, espetáculos, conflitos e formas de usar o rio e a cidade. Preservar a memória não significa idealizar o passado. Significa registrar também desigualdades, proibições e disputas, permitindo que diferentes grupos reconheçam sua participação na construção histórica de Corumbá”, relata.
Para Leonardo, os divertimentos também permitem lançar luz sobre um aspecto central da história: o cotidiano de pessoas que procuravam prazer, enfrentavam proibições, exibiam habilidades, criavam negócios e construíam vínculos. “Permitem observar a modernização não apenas em obras ou decisões políticas, mas no aprendizado de gestos, na formação de plateias, na organização de clubes e na classificação moral dos costumes. Também tornam visíveis contradições: a cidade cosmopolita convivia com precariedades e exclusões; a imprensa que celebrava o progresso condenava práticas populares; o mesmo rio era via comercial, fonte de água, local de trabalho, espaço de lazer e território regulado. Essa perspectiva humaniza e complexifica a história da cidade”.
Os próximos passos incluem ampliar o recorte documental e cruzar o material de imprensa com códigos de posturas, atas municipais, relatórios policiais, processos, documentos de clubes, fotografias e registros pessoais. “Também pretendemos aprofundar a participação de mulheres, trabalhadores, grupos racializados e outros sujeitos pouco nomeados nos jornais. No plano temático, a pesquisa continuará articulando práticas náuticas, espetáculos, jogos, festas e usos do espaço público, sem tratá-los como histórias isoladas. Outro objetivo é consolidar um banco de fontes, publicar os estudos em andamento e ampliar a divulgação por vídeos, exposições e materiais para escolas. Assim, poderemos construir uma história mais abrangente dos esportes e divertimentos em Corumbá. A divulgação pública é central porque essa história pertence à cidade e ganha sentido quando pode ser conhecida, debatida e apropriada por seus moradores”, finaliza.
Texto: Vanessa Amin
Fotos: Acervo pessoal / Album Graphico do Estado de Mato Grosso / Jornal O Iniciador

