Eventos do Instituto Integrado de Saúde têm a presença do deputado federal Geraldo Resende

De forma integrada, o 3º Congresso Sul-Mato-Grossense de Doenças Raras, o 3º Simpósio Internacional dos Programas de Pós-Graduação do Instituto Integrado de Saúde (Inisa), a 16ª Jornada Acadêmica de Enfermagem e a 11ª Jornada Acadêmica de Fisioterapia promovem a articulação entre a comunidade universitária, profissionais de saúde e a sociedade civil. Os eventos tiveram início nesta quinta-feira, 18, com o tema Inter e multiprofissionalidade na formação e na prática em saúde e tiveram a participação do Zé Gotinha, mascote do Ministério da Saúde símbolo das campanhas de vacinação contra o vírus da poliomielite.

A reitora Camila Ítavo participou da abertura da programação no auditório Inard Adami, localizado no setor 2 da Cidade Universitária, e aproveitou a oportunidade para agradecer o deputado federal Geraldo Resende. “Além de todo o apoio no Hospital Universitário, que em outubro a gente inaugura o aparelho da bênção, que é a hemodinâmica que vai chegar, se Deus quiser, e tantas outras coisas que ele tem nos ajudado, a gente teve um apoio decisivo, a única emenda de investimento desse ano que chegou para a Universidade, em 2025, veio das mãos do deputado Geraldo Resende, em que a gente começa nosso sonho da Casa de Hóspedes, e aqui, em público, quero fazer esse agradecimento”, celebrou.

Presente na solenidade, o deputado destacou os diferentes investimentos na área da saúde, em especial os realizados nas unidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Campo Grande e destacou o papel das instituições de ensino superior para a formação de profissionais especialistas no Estado. “Nós estamos incluídos no propósito de construir uma rede de apoio de entidades e, ao mesmo tempo, contribuindo com as universidades para que a gente possa, de fato, construir um cenário diferente do cenário que existia há algum tempo aqui em Mato Grosso do Sul”, ressaltou.

O vice-reitor Albert Schiaveto pontuou a presença de estudantes de graduação em Enfermagem e Fisioterapia, das Residências Uniprofissional e Multiprofissionais em Saúde, além dos Programas de Pós-Graduação em Enfermagem, Ciências do Movimento e Saúde da Família, vinculados ao Inisa. “Temos muito a aprender, temos muito a trabalhar em parceria com o Governo de Estado, com o município, com a Apae, com o Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos (Iped), que trabalha com diagnóstico. É tão importante para nós também estarmos juntos nessa parceria. Na Universidade, produzimos ciência, mas também estamos trabalhando com o serviço, com essa relação entre ensino e serviço. Ciência é extremamente importante e é muito bom unirmos tudo isso para cuidarmos melhor da nossa população”, frisou.

Para o diretor do Inisa, Natan Aratani, as iniciativas representam uma oportunidade de atualização para todos os participantes “Os eventos vêm nessa perspectiva de dar um conhecimento novo, dar uma nova perspectiva ao profissional e ao aluno sobre campos de atuação, atualidade que está sendo discutida em um campo nacional ou internacional, além de ser uma oportunidade do aluno vivenciar a organização de um evento que é 100% organizado por eles. Conhecer todo o bastidor de uma jornada acadêmica, de um congresso é um aprendizado importante”, destacou.

“Aqui é onde a gente estimula um olhar diferenciado do profissional, seja ele em formação com o nosso acadêmico ou já formado. Então, às vezes, na prática cotidiana do serviço, ele nem se atenta a uma situação que está acontecendo, a uma doença rara diferente, e o congresso tem isso de chamar a atenção sobre as coisas que estão acontecendo, como a gente pode olhar, fazer um diagnóstico, fazer um acompanhamento de um paciente”, acrescentou o diretor.

Os eventos são fruto de uma parceria entre a UFMS, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e o Centro Especializado em Reabilitação (CER) da Apae de Campo Grande.

A gerente da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência da SES, Juliana Medeiros, reforçou a luta para habilitação de um Centro de Doenças Raras. “A gente acredita sim que será habilitado esse novo serviço, uma parceria fundamental de instituições sérias e comprometidas com os serviços em doenças raras, tão necessitado pela população, e tem tantos pacientes e uma demanda muito grande. A gente acredita em congressos como esse e na importância de um momento como esse, justamente para divulgar, para fomentar principalmente os alunos, os estudantes, para que tragam novas ideias, novos serviços”, comentou.

“Aqui podem surgir, e como já ouvi surgirem, outras ideias mais interessantes que podem fazer essa agregação, que as duas entidades têm muito a oferecer uma para a outra. Essa congregação de movimentos, de pessoas, vai fazer isso, com toda certeza. […] É sempre essa oportunidade da gente estar junto, mas também de pensar para o futuro, porque, pensando eu, daqui da UFMS, da Apae, da Secretaria de Estado de Saúde, essas ideias podem, no fim das contas, acontecerem”, reforçou o presidente da Apae, Luiz Cesar Nocera.

O coordenador técnico do CER da Apae, Leonardo Leal, também esteve na abertura dos eventos. “Quando nós falamos em genética é algo muito novo, é algo que começou a ter um conhecimento, um espaço no Brasil há 20 anos, então ele é quase embrionário aqui. Só para ter uma ideia, hoje, em 2025, nós temos três geneticistas ativos no Estado todo, dos quais todos estavam presentes aqui no nosso congresso dando palestras”, ressaltou. “É importante essa comunicação entre as empresas, porque lá eu tenho essa vivência desde o diagnóstico ao atendimento diário dessas crianças, e aqui, na UFMS, a gente promove esse aguçamento dos estudantes”, finalizou.

 

Texto: Thalia Zortéa e Raul Delvizio

Fotos: Raul Delvizio